Na abertura do ADRO 2026, o Chefe Gilberto Lopes pediu superação de divisões territoriais, respeito às regras do espaço das Irmãs e coragem de rezar, e lançou um desafio fraterno: cada participante fazer 250 novos amigos durante o evento.

Antes do início da Missa de Abertura do ADRO 2026, no Colégio São José de Cluny, EM Luanda, o Chefe Gilberto Lopes, Coordenador Nacional da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA), dirigiu-se aos cerca de 500 caminheiros, dirigentes e assistentes espirituais com uma mensagem directa, pedagógica e profundamente escutista: “é preciso compreender o que é — e o que não é — o ADRO.”
Como adiantou, “O ADRO é um encontro de espiritualidade. Não é um show. Não é espeectáculo de kuduro. Não é lugar de palhaços, nem de desordem. É um espaço de oração, crescimento e dignidade”, afirmou.
Um encontro com alma
O Coordenador Nacional recordou que uma actividade promovida pela Igreja não é uma actividade qualquer. “Quando o católico participa numa actividade, ela ganha alma”, sublinhou.
Por essa razão, o ADRO inicia-se com a Eucaristia e inclui, logo a seguir, o Momento do Perdão — uma escolha simbólica e estratégica.
“Precisamos deixar cá dentro tudo o que trouxemos de negativo. Depois do perdão, a nossa postura tem de ser diferente. Temos de ser capazes de dizer bom dia, boa noite, dar um abraço sem maldade e viver como irmãos.”
Não há escuteiros das províncias. Há escuteiros.
Num dos momentos mais fortes da intervenção, o Chefe Gilberto apelou à superação de divisões territoriais ou identitárias.
“Aqui não existem escuteiros das províncias. Existem escuteiros. Não existem dioceses executivas. Somos Escuteiros Católicos e devemos comportar-nos como tal.”
O apelo foi claro: unidade, respeito e espírito de família.
Disciplina, higiene e responsabilidade
O Coordenador foi igualmente rigoroso quanto às normas práticas do encontro. Recordou que todos os participantes receberam uma única anilha de identificação, que deve ser usada correctamente, pois serve para controlo de refeições, segurança e organização dos grupos.
Reforçou ainda a importância do respeito pelo espaço que acolhe o encontro: uma casa religiosa das Irmãs.
“Estamos na casa das madres. Há regras. Vamos respeitar horários, banhos, limpeza e dignidade das instalações.”
Coragem de rezar e assumir a fé
O Chefe Gilberto destacou também que o ADRO é um espaço para rezar sem medo.
“Não podemos ter vergonha de rezar. Não podemos ter medo de aceitar Maria no nosso coração.”
Houve um reconhecimento público aos dirigentes, padres e madres presentes, e um convite à oração por todos os escuteiros que ficaram nas dioceses, pelos que vivem fora do país e pelos que já faleceram.
Um desafio: 250 amigos
Num gesto pedagógico que mistura fraternidade e criatividade, o Coordenador lançou um concurso aos participantes: cada escuteiro deverá fazer, no mínimo, 250 novos amigos durante o encontro, registando nome, contacto e diocese.
As listas serão entregues até à meia-noite do dia de hoje, 14 de Fevereiro e, na Missa de encerramento, haverá um sorteio com dois super prémios-surpresa.
“Escutismo é amizade. Multipliquem a vossa existência conhecendo outros.”
A Missa que dá sentido a tudo
Após as orientações, teve início a Santa Missa de abertura, presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Belmiro Cuica Chissengueti, Bispo de Cabinda e Presidente da Comissão Episcopal da Juventude, Vocações, Pastoral Universitária e Escutismo da CEAST.
Com a animação do Coral Arquidiocesano dos Escuteiros de Luanda, a celebração marcou oficialmente o início do ADRO 2026, reunindo praticamente todas as dioceses do país num testemunho visível de comunhão e unidade da Igreja.
O ADRO não é um simples encontro.
É um espaço de fé vivida.
É um exercício de maturidade espiritual.
É uma escola de amizade.
E começou como deve começar: com oração, método e espírito escutista.
Sempre Alerta para Servir. ⚜️
Texto – Alexandre Cose | Leão Manso





