
O Bispo de Cabinda e Presidente da Comissão Episcopal da Juventude, Pastoral Universitária, Vocações e Escutismo da CEAST, Dom Belmiro Cuica Chissengueti, sublinhou, com particular ênfase, o papel determinante dos Escuteiros Católicos de Angola no sucesso organizativo e pastoral do evento.
Na sua intervenção de balanço à campanha para a visita do Papa Leão XIV a Angola, marcada por um tom de reconhecimento e gratidão, Dom Belmiro destacou que o evento constituiu um verdadeiro teste à capacidade de mobilização da Igreja e da juventude angolana, tendo sido superado com “elevado sentido de responsabilidade, disciplina e espírito de missão”.
Evocando os momentos vividos nas ruas de Luanda, o prelado recordou a intensidade do acolhimento popular e a forma como os escuteiros estiveram presentes, organizados e vigilantes, ao longo dos principais trajectos e pontos estratégicos. Referindo-se ao ambiente vivido durante a deslocação do Papa, sublinhou que “a moldura humana que se formou foi impressionante, e nela os escuteiros tiveram um papel visível, ordenando, orientando e servindo com alegria”.
Dom Belmiro fez ainda questão de destacar que o comportamento dos escuteiros reflectiu, de forma exemplar, a essência do escutismo católico: disponibilidade para servir, capacidade de organização e fidelidade à Igreja. “O escuteiro está preparado para servir — e quando a Igreja chama, responde com prontidão. Foi exactamente isso que vimos nestes dias”, afirmou.
Num outro momento da sua intervenção, o prelado responsável pela pastoral juvenil da CEAST chamou a atenção para o impacto formativo desta experiência, sobretudo junto dos jovens. Segundo afirmou, a participação massiva e disciplinada dos escuteiros não só contribuiu para o bom andamento das actividades, como também fortaleceu o sentido de pertença e identidade eclesial. “Estes momentos não são apenas eventos. São escolas de vida, de fé e de compromisso”, referiu.
Ao abordar a dimensão organizativa, Dom Belmiro reconheceu que a visita papal exigiu uma articulação complexa entre Igreja, Estado e forças de segurança, tendo os escuteiros desempenhado um papel complementar de grande relevância, sobretudo na gestão de multidões e no apoio logístico. Nesse sentido, considerou que “a presença dos escuteiros ajudou a criar um ambiente de ordem, proximidade e confiança”.
O prelado destacou ainda que o testemunho dado pelos escuteiros ao longo da visita foi também uma forma concreta de evangelização silenciosa. “Servir com alegria, com disciplina e com respeito é, por si só, uma forma de anunciar o Evangelho”, sublinhou, acrescentando que essa postura foi notada e valorizada por todos os que acompanharam os eventos.
Na parte final da sua intervenção, Dom Belmiro deixou uma palavra de encorajamento à juventude escutista, apelando à continuidade deste espírito de entrega e compromisso. “O que fizeram nestes dias não pode terminar aqui. É um sinal do que podem continuar a ser nas vossas comunidades: presença activa, organizada e comprometida com a Igreja e com o bem comum”, afirmou.
A intervenção de Dom Belmiro Cuica Chissengueti confirmou, assim, o lugar de destaque dos Escuteiros Católicos de Angola no contexto desta visita histórica, reconhecendo neles uma força viva da Igreja, capaz de transformar grandes desafios em testemunhos concretos de fé, serviço e unidade.
Alexandre Cose | Leão Manso



