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DOM DIONÍSIO HISILINAPO ENCORAJA ESCUTEIROS CATÓLICOS DO NAMIBE A VIVEREM O MOVIMENTO COM FÉ, CORAGEM E DIÁLOGO

O Bispo do Namibe, Dom Dionísio Hisilinapo, deixou, há dias, uma mensagem forte, serena e de profundo alcance pastoral dirigida aos Escuteiros Católicos de Angola. A exortação foi proferida no final da Missa que assinalou a adopção do novo lenço pelos dirigentes, assistentes e religiosos da Diocese do Namibe que prestam serviço de acompanhamento e orientação espiritual aos escuteiros, no encerramento do ano pastoral de 2025.

Num ambiente de oração e comunhão, e falando posteriormente à equipa de comunicação da Coordenação Diocesana do Namibe da AECA, Dom Dionísio sublinhou a importância da serenidade, da fidelidade à fé e do diálogo, encorajando os escuteiros a continuarem firmes no seu caminho cristão, com maturidade espiritual e sentido de Igreja.

Falando com a proximidade de um pai e a clareza de um pastor, Dom Dionísio começou por felicitar os escuteiros pela decisão de professarem publicamente a sua fé católica, sublinhando que esse gesto exige coragem, consciência e maturidade espiritual.

“Parabéns. É a primeira palavra que quero dizer. Parabéns pela vossa sã decisão e pelo compromisso com a fé cristã e católica”, afirmou o Bispo.

Segundo Dom Dionísio, professar a fé sem medo, correndo os riscos da própria consciência, é um momento alto na vida de um jovem cristão. Para o Prelado, a escolha de servir simultaneamente a Deus, a Igreja, o escutismo e a Pátria, dentro da identidade católica, é motivo de orgulho não apenas para os próprios escuteiros, mas para toda a Igreja do Sul de Angola.

Caminho de fé exige unidade, oração e diálogo

O Bispo do Namibe fez questão de lembrar que o caminho agora iniciado não é simples, sobretudo quando nasce num contexto de tensões e incompreensões. Por isso, deixou um apelo claro:

“É preciso um trabalho sério de unidade, de diálogo, de oração e de encontros contínuos. Não é fácil construir quando se vem de situações de puxões e tensões humanas.”

Dom Dionísio garantiu que não caminhará à distância, mas estará próximo dos escuteiros, quer pessoalmente, quer através dos sacerdotes indicados pelo clero diocesano. Confirmou, inclusive, a sua disponibilidade para acompanhar novos momentos importantes da vida do movimento, como a tomada de lenços por outros grupos.

“Estarei ao vosso lado. A minha proximidade é paterna, é de acompanhamento. Estão de parabéns.”

Sobre a separação: incompreensões humanas e falta de diálogo

Questionado sobre a separação vivida no seio do escutismo, Dom Dionísio foi claro, sem recorrer a linguagem dura. Para o Bispo, não se tratou de uma inevitabilidade, mas de um conjunto de incompreensões humanas e falhas no diálogo.

“Não era preciso chegar até ali. A maior derrota foi não termos conseguido dialogar até ao fim.”

O Prelado lamentou especialmente que, sendo a maioria dos escuteiros católicos, se tenham tomado decisões sem um caminho mais profundo de escuta mútua.

Servir a Igreja, na Igreja, com formação sólida

Para os Escuteiros Católicos, Dom Dionísio reconhece que o essencial já está a ser feito: a decisão clara de viver o escutismo por, com e na Igreja.

O resto — frisou — virá por acréscimo, desde que haja dedicação, comunhão e oração. O Bispo destacou ainda a importância da formação catequética, cristã e doutrinal, como forma de proteger os jovens de influências externas que não respeitam o caminho da Igreja.

“Para não serdes teleguiados por qualquer pessoa que queira impor-vos caminhos que vão além do que a Igreja vos pede.”

Mensagem final aos jovens: prudência, fé e oração

Já a pensar na passagem de ano e nos muitos jovens que continuam a bater à porta do escutismo católico, Dom Dionísio deixou uma mensagem simples, mas firme:

“Prudência. Oração. Fé.”

Três palavras que resumem o espírito com que a Igreja do Namibe acompanha os seus escuteiros: confiança em Deus, lucidez nas escolhas e serenidade no caminho.

Com esta mensagem, Dom Dionísio Hisilinapo reafirma que os Escuteiros Católicos de Angola não caminham sozinhos, mas com a bênção, o cuidado e a esperança da Igreja.

Por Alexandre Cose | Chefe Leão Manso
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