
Assistente da AECA em Cabinda recorda que dirigir no Escutismo não é um título de glória, mas uma missão de serviço, e apela à construção de um Escutismo acessível a todos.
O Assistente da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) em Cabinda, Padre Francisco Domingos Simba Luemba, desafiou os dirigentes escutistas a assumirem a sua missão com abnegação, sentido de serviço e particular atenção aos jovens que enfrentam maiores dificuldades para participar plenamente na vida dos agrupamentos.
O apelo foi feito durante a homilia no âmbito do INDABA Diocesano de Cabinda, que decorre de 11 a 13 de Setembro, reunindo dirigentes e candidatos a dirigentes provenientes de toda a Diocese, sob o lema “Fiel à Promessa, fiel ao jovem”.
Na sua reflexão, o sacerdote colocou a Promessa Escutista no centro da responsabilidade assumida por cada dirigente. Para o Assistente da AECA, quem aceita dirigir uma comunidade escutista não recebe simplesmente uma distinção ou uma posição dentro da estrutura: aceita uma obrigação de servir.
“A missão de dirigir uma comunidade, a vida escutista, não é um título de glória, mas é uma obrigação que nos foi imposta.”
O Padre Francisco Simba Luemba esclareceu, porém, que essa “obrigação” não significa que alguém tenha sido forçado a tornar-se escuteiro. Ela nasce da própria decisão de aderir ao Movimento, fazer a Promessa e aceitar uma missão concreta de serviço.
“Você recebeu promessa. Prometo. E você tem que trabalhar ali”, afirmou, remetendo os dirigentes para o agrupamento e para a paróquia como espaços concretos onde essa fidelidade deve ser vivida.
“O que nos une é maior do que aquilo que nos separa”

Num dos momentos centrais da homilia, o Assistente Diocesano apelou igualmente à unidade entre os dirigentes, lembrando que as diferenças e dificuldades não devem sobrepor-se à missão comum.
“Caríssimos irmãos, o que nos une é maior do que aquilo que nos separa.”
É nesse espírito que o INDABA deverá constituir, segundo o sacerdote, um espaço para os participantes aprofundarem e interiorizarem o verdadeiro papel do dirigente no agrupamento, particularmente a sua responsabilidade perante os jovens que lhe são confiados.
O encontro não deve terminar apenas com novos conhecimentos. O resultado deverá ser visível no regresso de cada participante à sua comunidade, através de dirigentes mais conscientes da missão que aceitaram e mais capazes de recorrer às ferramentas do Método Escutista — incluindo o Sistema de Patrulhas — para melhorar a vida dos agrupamentos.
O INDABA Diocesano de Cabinda, iniciado na sexta-feira, 11 de Setembro, encerra neste domingo, 13 de Setembro, deixando aos seus participantes um desafio que sintetiza o próprio lema do encontro: a fidelidade à Promessa mede-se também pela capacidade de permanecer ao lado de cada jovem, sobretudo daquele que mais necessita de apoio para continuar o seu caminho no Escutismo.
Texto: Alexandre Cose
Fotografias: Constante Poba e Georgina Gomes




