
Missa presidida por Dom Belmiro Tchissengueti, na Paróquia de Santa Mónica, marca nova etapa no percurso de formação dos futuros Dirigentes dos Escuteiros Católicos de Angola
Há um total de 22 corações prontos para servir no escutismo católico em Cabinda! A Paróquia de Santa Mónica acolheu, neste Domingo, 06 de Setembro, uma missa marcada pela cerimónia de envio de 22 candidatos a Dirigentes dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA), que concluíram o Percurso Inicial de Formação (PIF) e que partem agora rumo aos diferentes Agrupamentos da Diocese, para cumprirem o seu período de estágio.
A celebração foi presidida por Dom Belmiro Cuica Tchissengueti, Bispo de Cabinda e Presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, Pastoral Universitária, Vocações, numa presença que, por si só, diz bem da importância que a Igreja atribui a este momento de envio.
Com os pés bem assentes na terra, depois de meses dedicados à componente formativa, os 22 candidatos são agora chamados a colocar em prática, junto de crianças, adolescentes e jovens, tudo aquilo que aprenderam — conhecimentos, valores e método. Segundo explicou o Chefe José Mbechi, Dirigente do Agrupamento n.º 107, da Paróquia da Imaculada Conceição, os candidatos encontram-se já em condições de cumprir um estágio de 3 meses, distribuídos por diferentes Agrupamentos da Diocese de Cabinda.

Concluído este período — e cumpridas as demais exigências do percurso formativo — os candidatos deverão seguir caminho rumo à sua Promessa de Dirigente, com a expectativa de que, até ao final de Novembro, estejam reunidas as condições para a respectiva investidura.
Reforçar quem mais precisa
A distribuição dos estagiários não foi feita ao acaso: o primeiro critério foi reforçar os Agrupamentos com maiores carências em recursos adultos. Só depois dessa primeira distribuição prioritária é que os restantes candidatos procederam ao sorteio dos Agrupamentos onde vão cumprir o seu estágio.
Entre os destinos anunciados, destacam-se a Paróquia dos Santos Mártires, que recebe a candidata Joia Melo; a Paróquia de Nossa Senhora Rainha do Mundo, para onde segue Miguel Vítica; e a Paróquia de Nossa Senhora das Dores do Zongo, que acolhe o candidato Ambrósio. A própria Paróquia de Santa Mónica recebeu também uma candidata, enquanto o Agrupamento n.º 687 – Espírito Santo passa a contar com Miguel Bongo.
José Beixe deixou ainda uma palavra aos párocos e responsáveis das comunidades que recebem os novos estagiários, apelando a que os acolham com alegria, reconhecendo o papel que estes futuros Dirigentes vão desempenhar na mobilização e formação dos escuteiros locais.
Vem ensinar, mas vem também aprender
Os testemunhos partilhados na celebração mostraram bem que este estágio não é entendido apenas como o momento de “dar aulas” daquilo que se aprendeu no PIF — é, também, um espaço de aprendizagem e de troca com as próprias comunidades que acolhem os candidatos.

Miguel Vítica, a caminho de Nossa Senhora Rainha do Mundo, resumiu esse espírito de reciprocidade: “Vou arrecadar experiências lá com os jovens escuteiros. E também o que foi passado no meu PIF, vou ensinar aos jovens, às crianças e aos adultos.” Outro candidato falou mesmo numa verdadeira “troca de experiências” — reconhecendo que vai ensinar, mas também aprender com o Agrupamento que o receber. No fundo, é esta uma das dimensões mais bonitas da formação do Dirigente escutista: aprender para servir, e servir continuando a aprender.
Fé e formação, sempre de mãos dadas
A celebração ficou também marcada pelo testemunho de escuteiras que receberam, nesse mesmo dia, os sacramentos da Eucaristia e da Confirmação, reafirmando o seu desejo de continuar a servir Deus, a Igreja e a Pátria — lembrando a todos que, na AECA, a formação técnica do Dirigente caminha sempre lado a lado com o seu crescimento humano e espiritual.
Com o envio destes 22 candidatos, começa agora uma fase particularmente exigente e bonita: durante os próximos três meses, tudo o que foi aprendido no PIF vai ser confrontado com a realidade do dia-a-dia dos Agrupamentos — acompanhar jovens, preparar actividades, trabalhar em equipa, servir a comunidade e testemunhar os valores do Escutismo Católico. Mais do que cumprir uma etapa administrativa da formação, este estágio é, verdadeiramente, uma escola de serviço.
No final da celebração, os novos estagiários partiram para os seus Agrupamentos com uma missão bem clara: colocar tudo o que aprenderam ao serviço da formação integral dos jovens, nas dimensões espiritual, humana e social.
AECA — Muito mais do que se vê.
Alexandre Cose | Leão Manso



