
Que dia! Esta Terça-feira, dia 4 de Agosto, ficará certamente marcada como uma das mais bonitas da nossa participação no Rover Moot 2026 — entre oficinas de trabalho manual, um Concurso de Canto emocionante e uma honra que poucas delegações estreantes recebem: a de arriar a bandeira do acampamento!
Mãos na obra, o dia todo
Como já é hábito, o dia começou cedo, com o hasteamento da bandeira, seguido de actividades matinais e, à tarde, muitas oficinas! O Caminheiro Mateus continuou o seu trabalho de carpintaria, desta vez moldando uma circunferência e uma estrutura viking típica da região. Já o Caminheiro Gil esteve na construção de mastros e na decoração de um escudo do barco viking, ao lado de colegas checos e eslovenos — e já promete, nos próximos dias, deixar ali a assinatura de Angola bem visível!
A Chefe Fernandinha Beira Mar deu continuidade à costura da cobertura do leme do nosso barco viking colectivo — um trabalho meticuloso, mas feito com muita dedicação —, enquanto o Chefe Padre se aventurou pelas artes e ofícios, a construir, com jeito de carpinteiro em treino, um porta-chaves com o mapa de Angola (já em 70%, garantia ele, entre risos!).

E há uma coisa que ficou bem visível a toda a Delegação: o espírito de equipa deste acampamento é mesmo contagiante! Ninguém fica parado com a mesma tarefa — as equipas de limpeza dos balneários rodam de três em três horas, e na cozinha, quem hoje serve, amanhã está ao fogão. Um verdadeiro exemplo prático daquilo que também procuramos viver nos nossos Agrupamentos!
Angola em palco: nervos, risos e muitos aplausos!
À noite, foi a vez do tão aguardado Song Contest! Depois de uma escolha de música animada (e um bocadinho caótica, como todo bom processo democrático entre Caminheiros…), a Delegação decidiu representar Angola com “Eu Amo Angola”, de Matias Damásio, misturada com um toque de louvor.
Sem grande ensaio prévio — como confessou o Chefe Padre, com humor, “os nossos caminheiros não gostam de ensaiar“! — houve alguns momentos de nervos e repetições emocionadas pelo caminho, mas o público internacional não perdoou em aplausos e incentivo, deixando toda a gente muito mais tranquila a meio da actuação.
No fim, ficou a lição, muito bem resumida pela Graça: “Vocês vieram para ser felizes e serem crianças. Divirtam-se, não sintam medo!” E aparentemente resultou — porque, segundo contam os colegas, de repente até o Mateus “tinha cinco mil músicas para cantar”!

Uma honra histórica: a bandeira nas nossas mãos
Mas o momento mais especial do dia aconteceu às 21h00: a própria Vice-Presidente da WFIS, Silvana, convidou dois dos nossos — a Caminheira Graça Maria e o Caminheiro Giovane — para protagonizarem a cerimónia de arriar a bandeira do acampamento! Uma honra e tanto para uma Delegação que participa pela primeira vez num Rover Moot.
O Gil, que acompanhou o momento de perto, confessou que houve um receio inicial — afinal, é preciso todo o cuidado e respeito ao lidar com uma bandeira, um símbolo de tanto peso —, mas que tudo correu muito bem.
Já a Graça partilhou a emoção de viver este momento logo no seu primeiro Rover Moot: “É algo único… estou a viver um mix de emoções por todos aqueles que também um dia gostariam de cá estar.” A equipa ainda perguntou se poderiam seguir o ritual tal como se faz “na nossa terrinha“, mas, para poupar tempo dentro da rotina do acampamento, seguiram o protocolo simplificado da organização — baixar, dobrar junto ao mastro, e colocar na base própria.

Angola em números
Uma conversa informal com um dirigente do Chile trouxe também um momento de orgulho: ao saber que a delegação chilena tem cerca de 57 escuteiros, e ao partilhar que a AECA conta com aproximadamente 47 mil membros em todo o país, o próprio dirigente chileno reagiu, surpreendido: “Isso é todo o escutismo da América Latina!” Ficamos, assim, com mais uma boa medida da força do nosso Movimento em Angola.
E amanhã?
A aventura não pára! Quarta-feira, dia 5 de Agosto, é dia de Discover Denmark para o nosso grupo das “B Crews“, com sessões de Rover JtS e mais Main Project Workshops. E à noite, é já a nossa segunda fogueira de campo — mais uma oportunidade de reunir escutistas de todo o mundo à volta do fogo, ao jeito angolano!
Sempre alerta para servir!
Autoria: Alexandre Cose | Leão Manso, com base no relato do Chefe Cláudio dos Santos e da Delegação “King Mandume”







