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AECA ENCERRA CONSULTA NACIONAL SOBRE OS LENÇOS DAS SECÇÕES COM CERCA DE 20 PROPOSTAS

Processo aberto durante 30 dias envolveu dioceses, vigararias, agrupamentos, secções, patrulhas e escuteiros. Propostas serão agora uniformizadas graficamente antes da fase de selecção no SIGECA.

A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) encerrou, esta Quinta-feira, 13 de Agosto, a fase de consulta destinada a recolher propostas para a eventual revisão dos lenços das 4 Secções do Escutismo Católico no país, num processo que mobilizou diferentes estruturas e associados da organização durante os últimos 30 dias.

Até ao encerramento da consulta foram recebidas cerca de 20 propostas, provenientes de diferentes dioceses, às quais se juntam contributos resultantes de debates realizados nas redes sociais, conversas entre associados e actas de encontros presenciais promovidos em algumas dioceses.

O processo não significa, necessariamente, que os lenços actualmente utilizados serão substituídos. Segundo explicou o Chefe Ernani Morguier, coordenador da comissão responsável pelo trabalho, a consulta foi criada precisamente para permitir aos associados pronunciarem-se sobre a permanência, alteração ou mudança dos actuais lenços.

«O objectivo dessa consulta pública é fazer a revisão da permanência ou mudança dos lenços», esclareceu o chefe Ernani.

Significa que a decisão final poderá passar pela adopção de novos modelos, pela introdução de modificações ou, caso essa seja a opção que resulte do processo, pela manutenção dos lenços actualmente utilizados.

Um dos aspectos que caracteriza o processo é a participação dos diferentes níveis da estrutura associativa. Durante os 30 dias de consulta, foram chamados a apresentar e discutir propostas dioceses, vigararias, agrupamentos, secções, patrulhas e os próprios escuteiros.

Foi igualmente estabelecido um circuito para fazer chegar as contribuições à comissão.

Uma proposta apresentada por um escuteiro pode passar pela sua Patrulha, seguir para a Secção e desta para o Agrupamento. O Agrupamento encaminha-a posteriormente à Diocese ou Vigararia, que a remete à comissão encarregada de reunir e organizar os contributos recebidos.

Desta forma, pretendeu-se fazer com que a reflexão sobre os lenços não ficasse limitada aos órgãos superiores da Associação, mas pudesse começar também na base, junto daqueles que os utilizam no quotidiano da vida escutista.

UMA PROPOSTA DEVE CONTEMPLAR AS QUATRO SECÇÕES

Outra regra estabelecida pela comissão é a apresentação dos modelos em bloco. Isto significa que cada proposta submetida ao processo deve apresentar uma solução integrada para os lenços das quatro Secções: Lobitos, Juniores, Seniores e Caminheiros.

Não estão, portanto, a ser apreciadas propostas isoladas para apenas uma das Secções. A opção permite analisar cada conjunto como uma proposta global, procurando coerência entre os diferentes lenços e, simultaneamente, elementos capazes de distinguir as etapas da progressão escutista.

Segundo o Chefe Ernani Morguier, é neste formato que as cerca de 20 propostas recebidas seguirão para as fases subsequentes do processo.

Concluída esta primeira fase, a comissão responsável pelo processo começa agora o trabalho de organização, tratamento e sistematização das propostas recebidas, antes de estas seguirem para apreciação.

A nova etapa deverá decorrer durante aproximadamente 30 dias e inclui a elaboração do relatório de encerramento da consulta, a organização dos contributos e a preparação das propostas para a fase seguinte, que decorrerá através do SIGECA.

O objectivo é que o conjunto de propostas seja progressivamente apreciado e depurado, até à identificação de três ou quatro propostas finalistas, que serão posteriormente submetidas à Coordenação Nacional.

Propostas serão colocadas em igualdade de condições

Antes de chegarem à fase de apreciação, todas as propostas passarão por um trabalho de uniformização gráfica.

A medida procura assegurar que diferenças na qualidade técnica dos desenhos originalmente apresentados não influenciem a apreciação dos respectivos conteúdos.

Isto significa que uma proposta produzida com recursos gráficos mais sofisticados não deverá, por essa razão, apresentar-se visualmente em vantagem relativamente a outra cuja ideia seja igualmente válida, mas tenha sido submetida através de um desenho mais simples.

As ideias essenciais apresentadas pelos proponentes — incluindo cores, combinações, elementos distintivos e conceitos — serão preservadas, mas passarão a obedecer a um mesmo padrão de representação gráfica.

Segundo explicou o coordenador da comissão, o propósito é precisamente garantir condições equilibradas para a fase seguinte.

«Vamos fazer um trabalho gráfico para termos as propostas todas uniformes, para nenhuma ter mais vantagens que a outra em relação aos elementos visuais.»

A uniformização introduz, assim, um critério de equidade no processo: o que deverá estar em apreciação é a qualidade e o significado da proposta, e não a capacidade técnica de quem inicialmente a desenhou.

A revisão assume especial importância porque o lenço constitui um dos elementos mais reconhecíveis da identidade escutista.

É colocado ao pescoço do escuteiro e acompanha-o em actividades, cerimónias, acampamentos, peregrinações, actos solenes, encontros nacionais e internacionais e em diferentes momentos da sua progressão.

Por essa razão, escolher um lenço não se reduz à combinação de duas ou três cores.

O desafio está também em encontrar elementos capazes de expressar uma identidade, distinguir as diferentes etapas da progressão e criar uma linguagem visual coerente entre Lobitos, Juniores, Seniores e Caminheiros.

É igualmente por essa razão que as propostas estão a ser analisadas como um conjunto: a solução final deverá permitir compreender cada Secção individualmente, sem perder a percepção de que todas pertencem à mesma Associação.

A AECA entra, desta forma, numa fase particularmente delicada: transformar as diferentes contribuições recebidas numa decisão capaz de representar a identidade das quatro Secções e de perdurar no tempo.

Porque o lenço que vier a ser escolhido — ou aquele que vier a ser confirmado — não será apenas uma peça do uniforme.

Será usado por crianças que hoje entram para os Lobitos, por adolescentes que avançam na sua progressão, por Seniores e por Caminheiros que o levarão consigo para actividades dentro e fora de Angola.

O lenço que amanhã poderá estar ao pescoço de milhares de Escuteiros Católicos de Angola passou primeiro pelas mãos e pela voz dos próprios associados. Agora, começa o desafio de transformar essa participação numa escolha comum.

AECA — Sempre Alerta para Servir!

TEXTO – Alexandre Cose | Leão Manso

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