Sede Nacional

R. Comandante Bula 118, CP:3579 – CEAST

E-mail

info@aeca.ao

DA DINAMARCA A FÁTIMA. DE FÁTIMA PARA ANGOLA

Crónica de uma viagem que começou num Rovermoot, passa aos pés de Nossa Senhora e só encontrará o seu verdadeiro destino quando aquilo que foi aprendido se transformar em serviço.

Por Alexandre Cose — Leão Manso

Depois de tantos dias juntos, cada delegação começou a regressar ao seu país, levando consigo fotografias, lenços trocados, contactos guardados e memórias que dificilmente cabem numa mochila.

A King Mandume partiu igualmente. Mas como nem toda a viagem termina quando o avião levanta voo, o caminho de regresso a Angola não será apenas uma sucessão de aeroportos, malas e escalas. Esta é uma viagem que, mesmo depois da partida, ela continua a acontecer dentro do coração de cada um deles. É por isso que antes de chegar a Luanda, a nossa delegação decidiu parar num lugar muito especial.

Fátima.

Não para cumprir mais uma actividade do programa ne participar numa oficina.

Não para fazer turismo, mas para agradecer.

Esta segunda-feira, a delegação tenciona dirigir-se ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima e colocar diante de Nossa Senhora tudo o que viveu durante esta missão.

É um gesto simples. Mas, para nós, tem um significado imenso.

Somos Escuteiros Católicos. A fé não é um acessório que acrescentamos ao uniforme. É parte da nossa identidade, da nossa maneira de educar, de servir, de caminhar e de olhar para a vida.

Por isso, depois de tantos quilómetros, desafios e aprendizagens, haverá um momento para dizer apenas:

Obrigado, Mãe.

Obrigado pela viagem e pelos jovens que aceitaram partir.

Obrigado pelos dirigentes que os acompanharam e pelas famílias que confiaram.

Obrigado pelas amizades que nasceram entre pessoas de países, línguas e culturas diferentes.

Pelas dificuldades que se transformaram em aprendizagem.

Obrigado pela chuva que ensinou resistência pelo frio que exigiu coragem.

Obrigado pelas oficinas que despertaram talentos.

Obrigado por tudo ter corrido bem.

Mas Porque uma peregrinação também se faz de pedidos e não apenas de agradecimentos, diante de Nossa Senhora, a King Mandume terá certamente muito para pedir.

Pedir por um regresso seguro a Angola.

Pelas famílias que aguardam os seus filhos.

Pelas milhares de crianças, adolescentes e jovens que vivem o Escutismo Católico no nosso país.

Pedir pelos dirigentes que assumem a delicada responsabilidade de educar pelo exemplo.

Pedir por uma AECA cada vez mais organizada, mais unida, mais responsável e mais fiel à sua missão.

E pedir que tudo aquilo que foi aprendido na Dinamarca não se perca no entusiasmo dos primeiros dias depois do regresso.

Porque a verdadeira medida desta participação não estará no número de fotografias publicadas, nos vídeos partilhados, nos lenços trocados ou nos quilómetros percorridos.

Estará naquilo que cada participante fizer, em Angola, com o que recebeu na Dinamarca.

Se uma técnica aprendida em Skørping for ensinada a outro Caminheiro, o Rover continua.

Se um agrupamento começar a cuidar melhor da natureza, o Rover continua.

Se o uniforme passar a ser usado com maior consciência e responsabilidade, o Rover continua.

Se um Caminheiro regressar mais preparado para servir a sua comunidade, o Rover continua.

Se os dirigentes transmitirem aos mais novos o que aprenderam, o Rover continua.

E se, daqui a alguns anos, um jovem disser que se tornou um dirigente melhor por causa desta experiência, então a missão terá cumprido verdadeiramente o seu propósito.

DE FÁTIMA À MUXIMA

Esta passagem por Fátima fala também directamente ao coração de quem ficou em Angola.

Enquanto a nossa delegação se prepara para agradecer no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, nós, em Angola, vivemos também um tempo muito particular de devoção mariana.

Este é um período de grandes deslocações e peregrinações ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, situado nas margens do rio Kwanza, na província do Icolo e Bengo.

Muxima significa coração.

E talvez não haja palavra mais apropriada para unir estes dois momentos.

Em Fátima, os nossos representantes colocarão a missão diante do coração de uma Mãe.

Na Muxima, milhares de angolanos caminharão para o coração espiritual de um povo que, há gerações, encontra em Nossa Senhora consolo, esperança e força para continuar.

Fátima e Muxima não competem entre si.

Encontram-se.

Uma, em Portugal. Outra, em Angola.

Uma recebe os nossos representantes no regresso da Dinamarca. A outra recebe famílias, comunidades, paróquias e peregrinos de todo o país.

Nos dois lugares, o gesto é semelhante: caminhar, agradecer, pedir e confiar.

E é bonito pensar que, enquanto alguns dos nossos jovens rezam em Fátima, muitos outros estarão a preparar-se para caminhar até à Muxima.

Duas peregrinações.

A mesma fé.

A mesma esperança.

A mesma certeza de que ninguém faz grandes caminhos sozinho.

Primeiro aprender. Depois agradecer. Finalmente, servir.

Talvez seja esta a melhor maneira de terminar uma missão escutista católica.

Primeiro, aprender.

Aprender com outras culturas. Com outras associações. Com os erros. Com as dificuldades. Com o trabalho manual. Com a vida em equipa. Com a natureza.

Depois, agradecer.

Agradecer porque nem todos os jovens têm a oportunidade de atravessar fronteiras, conhecer outros povos e descobrir novas formas de viver o Escutismo.

E, finalmente, regressar para servir.

Porque o conhecimento que não é partilhado torna-se apenas uma recordação pessoal.

A experiência que não melhora a comunidade transforma-se apenas numa bonita história de viagem.

E o Escutismo não nos prepara para coleccionar histórias. Prepara-nos para transformar aquilo que vivemos em serviço.

Hoje, a King Mandume deixa a Dinamarca.

Em Fátima, agradecerá.

Em Angola, terá de transformar a experiência em compromisso.

É aí que começa a verdadeira segunda parte desta missão.

Não quando o avião aterrar em Luanda.

Mas quando cada membro da delegação entrar novamente no seu agrupamento, olhar para os seus irmãos escuteiros e perguntar:

“O que posso agora ensinar? O que posso melhorar? Como posso servir melhor?”

Essa será a grande resposta.

Porque as tendas ficaram na Dinamarca.

Mas a aprendizagem regressa connosco.

Os caminhos de Skørping ficaram para trás.

Mas o caminho do serviço continua à nossa frente.

E, entre Fátima e a Muxima, colocamos esta missão nas mãos de Nossa Senhora, pedindo-lhe que acompanhe os nossos jovens e nos ensine a caminhar com humildade, coragem e coração disponível.

Boa viagem, King Mandume.

Obrigado, Mãe.

Nossa Senhora de Fátima, Padroeira do Escutismo Católico em Angola, rogai por nós.

Nossa Senhora da Conceição da Muxima, acompanha os nossos caminhos e guarda a juventude angolana.

Sempre Alerta para Servir.
Sempre Mais Além para Servir.

Partilhar

Qual é a missão principal da AECA?

A missão da AECA é formar bons cristãos empenhados e comprometidos com a fé católica, promovendo mudanças significativas nas suas comunidades e promovendo a doutrina, pedagogia da fé e espiritualidade.

Podem participar adultos responsáveis, jovens e crianças integrados nas paróquias, comunidades ou missões da Igreja Católica sob a responsabilidade da CEAST, obedecendo as regras de idade e critérios específicos de cada unidade.

A sede da AECA está situada na província de Luanda, Município do Sambizanga, na Rua Comandante Bula, n.º 118, com vigência indeterminada.

A organização inclui órgãos centrais como o Encontro Nacional dos ECA (ENECA), Coordenação Nacional dos ECA (CNECA), Conselho Fiscal, Conselho de Ética, além de órgãos locais como as Coordenações Diocesanas, Vigararias e Agrupamentos.

As actividades devem seguir regulamentos específicos, começando e terminando na sede ou local autorizado, com autorização prévia, respeitando regras de segurança, uniformização e princípios de vivência cristã, mediante um termo de referência elaborado e aprovado pela organização.

Precisa de Ajuda?

Estamos disponíveis de segunda à sexta feira, das 08h00 às 16h00.

(+244) 923 502 568

Nosso Grupo Oficial do Facebook

Membro Potencial da WFIS

A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) é  Membro Potencial da Federação Mundial dos Escuteiros Independentes (WFIS). A AECA poderá participar de treinamentos, eventos e programas de intercâmbio.