
Escuteiros, escuteiras, dirigentes, a formação que decorreu no Seminário Maior de Luanda, entre os dias 24 e 26 de Julho de 2026, não foi só sobre técnicas de comunicação, produção audiovisual ou conteúdos jornalísticos — foi, também, um momento de profunda reflexão sobre os valores que nos definem como Escuteiros Católicos. No segundo e penúltimo dia desta Acção Integrada de Formação, as questões éticas tomaram conta da sala, trazidas pelo nosso Assistente Nacional, o Padre Armando Alberto, em conversa com o Chefe Alexandre Cose.
Questionado sobre as impressões que ficaram deste momento de debate, o Padre Armando não teve dúvidas: houve boa receptividade e boa interacção, porque as questões ético-morais fazem parte do nosso dia-a-dia — somos chamados, constantemente, a decidir e a seguir em frente, mas sempre com a responsabilidade de deixar um bom exemplo. E é aqui que o escutismo se revela verdadeiramente único: aprende-se pelo exemplo, pela observação — o que faz da responsabilidade de cada dirigente algo redobrado, tanto pela dimensão associativa como pela dimensão de fé que nos orienta.
Para o nosso Assistente Nacional, esta é, no fundo, a grande missão do Movimento: ajudar cada pessoa a crescer na dimensão humana, na dimensão espiritual e na responsabilidade. E, com a chegada dos Castores — a mais nova secção do nosso escutismo —, este princípio ganha ainda mais força: também os mais pequeninos aprendem por imitação, e é através do bom exemplo dos mais velhos que vão descobrindo o caminho para serem bons cristãos e pessoas influentes na construção do bem, tanto na sociedade como na Igreja.
A conversa seguiu depois para um horizonte bem maior: 2028, ano em que a AECA vai reunir, na Arquidiocese do Huambo, mais de 20 mil escuteiros — miúdos e graúdos — no nosso I Acampamento Nacional. Questionado sobre se os temas do bom comportamento e dos valores vão continuar a marcar presença até lá, o Padre Armando foi claro: sim, e cada vez mais — não por imposição, mas pela consciência de viver no respeito, na amizade, e, acima de tudo, por sermos filhos de Deus. Respeito, consideração, responsabilidade, amizade, solidariedade e fraternidade são, nas suas palavras, valores que levamos do escutismo para a vida, e que nos ajudam a construir uma sociedade mais sólida e bem alicerçada.
E os dirigentes de hoje, estão à altura deste desafio? O Padre Armando acredita que sim — e destaca que o Movimento se vai capacitando cada vez mais, tanto pelas experiências formativas como pelas próprias experiências da vida. O resultado de tudo isto, resume com simplicidade: um mundo melhor.
Ficou também uma bonita imagem para guardar: cada encontro formativo é, como disse o Padre Armando, uma janela que se abre para a vida — uma oportunidade de auto-superação que a AECA quer continuar a proporcionar a todos os seus dirigentes.
O caminho de aprendizagem continua — rumo a 2028 e às dezenas de milhares de escuteiros que, no Huambo, hão-de viver, juntos, a beleza do Escutismo Católico em Angola.
Sempre alerta para servir! 🕊️✝️
Autoria: Alexandre Cose | Leão Manso
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