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ESCUTEIROS CATÓLICOS TIVERAM UMA PARTICIPAÇÃO ALTAMENTE POSITIVA NA ORGANIZAÇÃO EXEMPLAR NA VISITA DO PAPA LEÃO XIV A ANGOLA

A participação dos Escuteiros Católicos de Angola na visita de Sua Santidade o Papa Leão XIV foi marcada por uma mobilização histórica, organização eficaz e um forte espírito de serviço, segundo o balanço feito pelo Chefe Cláudio dos Santos, Secretário para as Relações Internacionais e membro da Coordenação Nacional da Associação.

Num testemunho claro e directo, o responsável classificou a participação dos ECA como altamente positiva: “Conseguimos reunir mais de 11 mil escuteiros de várias dioceses de toda Angola, que estiveram muito empenhados no trabalho de organização da vinda do Santo Padre.”

Ao todo, foram mobilizados 11.414 escuteiros, distribuídos por quatro grandes campos operacionais estrategicamente implantados nas principais zonas da visita apostólica.

Em Luanda, os escuteiros estiveram concentrados nas instalações da Universidade Católica de Angola, no Largo das Escolas; no Kilamba, no campo do topo adjacente ao recinto onde teve lugar a missa campal de domingo, 19 de Abril; e no Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, na Quissama, província do Icolo e Bengo. Um quarto campo foi igualmente montado na cidade de Saurimo, província da Lunda-Sul.

Cada um destes campos assumiu responsabilidades específicas, em função das exigências operacionais das diferentes etapas da visita do Santo Padre.

Na cidade de Luanda, os escuteiros garantiram a segurança e organização em pontos sensíveis, como o Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro e a Nunciatura Apostólica, assegurando ainda o acompanhamento ordenado do trajecto até à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, onde decorreu o encontro com o clero, catequistas e fiéis.

Já no Kilamba, epicentro da grande celebração eucarística, os escuteiros tiveram um papel determinante na organização do espaço e controlo das multidões. “O Kilamba tratou de assegurar a grande missa, o acto mais solene da visita do Santo Padre, com uma adesão massiva da população”, destacou.

Na Muxima, o trabalho teve uma dimensão mais espiritual e contemplativa, com apoio à oração do terço e à vivência mariana dos peregrinos. “Foi um campo mais dedicado à adoração e à oração com o Santo Padre”, explicou.

Apesar dos desafios logísticos — transporte, alimentação e movimentação de milhares de jovens —, o resultado foi amplamente positivo. “O trabalho não foi fácil. A população estava eufórica, o que exigiu presença permanente dos escuteiros para garantir ordem e evitar incidentes. Mas tudo correu bem”, afirmou.

Para o Chefe Cláudio, o verdadeiro segredo do sucesso esteve no ADN do escutismo: “Os escuteiros estão predispostos a servir. E receber o Santo Padre é uma motivação ainda maior. Não são todos os dias que se recebe um Papa.”

A dimensão da presença escutista chamou inclusive a atenção do próprio Santo Padre. “O Papa fez referência a isso. Disse que nunca tinha visto uma moldura humana de escuteiros tão relevante como em Angola”, revelou, sublinhando o impacto da mobilização juvenil.

Outro ponto destacado foi a forte articulação com as forças de segurança nacionais e a equipa de segurança do Vaticano, que garantiu o bom desenrolar de todas as actividades. “Numa actividade de massa como esta, a coordenação foi fundamental. As equipas estiveram coesas e isso evitou qualquer incidente”, acrescentou.

O momento foi também interpretado como simbólico para o escutismo católico angolano, especialmente após a sua recente reorganização. “Foi uma feliz coincidência. Depois da reorganização dos escuteiros católicos, tivemos a oportunidade de receber o Santo Padre com uma estrutura mais coesa, unida pela mesma fé e pelos mesmos princípios”, referiu.

Para o futuro, os desafios já estão definidos. Entre eles, destacam-se a formação internacional com a WFIS, a participação na Jornada Nacional da Juventude e a presença no Hovermod, na Dinamarca. “Temos muitos desafios pela frente. Agora é continuar a trabalhar”, afirmou.

Sobre a relação com a Igreja, o responsável foi claro: “O escuteiro é, em primeira instância, um cristão. Tem de estar ligado à Igreja. Não existe escutismo sem fé.”

No final, fica um sentimento de missão cumprida. Mais do que números, a presença dos escuteiros foi um testemunho vivo de disciplina, entrega e serviço — valores que, mais uma vez, colocaram o escutismo católico angolano ao serviço da Igreja e do país.

TEXTO – Alexandre Cose | Leão Manso

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