
Na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Luanda, ao cair da tarde de Segunda-feira, 20 de Abril, no quadro do último encontro da visita apostólica a Angola, Dom José Manuel Imbamba dirigiu, em nome da Igreja em Angola, uma intervenção marcada por profundidade pastoral, sentido de responsabilidade e visão de futuro.
Falando na sua qualidade de Presidente da CEAST, Dom José Manuel Imbamba deu voz à Igreja angolana, exprimindo a sua identidade, o seu percurso e o seu compromisso com a missão evangelizadora. A sua intervenção a título de uma saudação formal, foi claramente uma leitura clara da realidade e um posicionamento firme quanto ao caminho que a Igreja está chamada a seguir.
Num tom sereno e ao mesmo tempo mobilizador, sublinhou que a Igreja em Angola permanece ancorada “nos sólidos alicerces da reconciliação e da paz”, valores que continuam a orientar a sua presença na sociedade e a sua acção pastoral. Num país marcado por desafios sociais e por uma juventude maioritária, destacou a necessidade de reforçar o acompanhamento espiritual, humano e formativo das novas gerações.
Dom José Manuel Imbamba evidenciou igualmente o dinamismo das comunidades cristãs e o papel decisivo dos agentes pastorais — bispos, sacerdotes, consagrados e leigos — que, em todo o território nacional, dão corpo a uma Igreja viva, próxima do povo e comprometida com a promoção da dignidade humana.

A sua intervenção trouxe também à luz uma dimensão essencial da Igreja em Angola: a sua abertura ao diálogo e à convivência, patente no caminho ecuménico com outras confissões cristãs e no início de um diálogo inter-religioso com a comunidade islâmica. Este posicionamento reforça a vocação da Igreja como construtora de pontes, promotora da paz e agente de coesão social.
Com lucidez, o Arcebispo de Saurimo destacou ainda as prioridades pastorais em curso, nomeadamente o investimento na formação, a valorização da vida consagrada e o fortalecimento das estruturas missionárias, incluindo a criação de iniciativas que permitam responder, dentro e fora do país, às exigências da evangelização contemporânea.
A intervenção de Dom José Manuel Imbamba afirmou-se como uma declaração de rumo: uma Igreja que não se fecha sobre si mesma, mas que se projecta para o futuro com coragem, fidelidade e sentido de missão.
Para os Escuteiros Católicos de Angola, esta palavra é também um apelo directo: estar alinhados com a Igreja, servir com disciplina e espírito de missão, e assumir, com responsabilidade, o papel de jovens protagonistas na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e reconciliada.
Alexandre Cose | Leão Manso



