
TEXTO – Alexandre Cose
Luanda, 18 de Abril de 2026 – Depois de um acolhimento vibrante nas ruas de Luanda e de um encontro em privado privado, na Cidade Alta, com o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, Sua Santidade o Papa Leão XIV encontrou-se com entidades oficiais, corpo diplomático e sociedade civil.
O Presidente proferiu um discurso de boas-vindas ao Santo Padre e falou com coração aberto, destacando algo que toca directamente o espírito escutista: a importância de trabalhar juntos — Estado, Igreja e sociedade — para melhorar a vida das pessoas, especialmente dos mais necessitados.
Para nós, escuteiros católicos, isto diz muito. Porque servir, ajudar, estar disponível… não é teoria — é missão.
O Chefe de Estado reconheceu também o papel da Igreja na educação, na saúde e no apoio às comunidades, e lançou um convite claro: reforçar essa parceria para construir um país mais justo e mais humano. É o mesmo caminho que nós trilhamos no escutismo — formar homens e mulheres melhores, prontos para servir.
Outro ponto forte da intervenção foi a defesa da paz. Num mundo marcado por conflitos, o Presidente apelou ao diálogo, à reconciliação verdadeira e à união entre os povos. E pediu ao Papa que continue a ser essa voz de equilíbrio, de ponte entre nações, de promotor da fraternidade.
Esta mensagem encaixa perfeitamente no momento que vivemos. Angola já conheceu tempos difíceis, mas hoje continua a construir o seu caminho. E esse caminho, como nos recorda também o escutismo, faz-se com carácter, com disciplina e com espírito de fraternidade.
O Presidente destacou ainda o Santuário da Muxima, onde decorrem grandes obras, incluindo a futura Basílica. Um espaço que, além de fé, será também um ponto de encontro para milhares de peregrinos — e onde muitos escuteiros já estão em missão.
No meio de tudo isto, fica uma ideia simples, mas forte:
não basta construir estradas e edifícios — é preciso construir pessoas.
E aí, nós, escuteiros, temos um papel fundamental.
Com o Papa entre nós, os próximos dias serão de fé, serviço e entrega. E como sempre, estaremos presentes, atentos e prontos.
Porque quando o país chama…
o escuteiro responde.



