
TEXTO – Alexandre Cose | Leão Manso
FOTOS – Pedro João | Cão Fila
Quando o Papa chegar à Muxima, na tarde de Domingo, 19 de Abril, vai encontrar uma verdadeira força escutista em campo, num santuário cheio. Pelo menos 2.588 escuteiros católicos estarão ali, firmes, atentos e prontos para servir.
A dois dias do grande momento, o cenário já fala por si: mochilas no chão, lenços ao pescoço, equipas organizadas… espírito de missão no ar. Cerca de 2.100 escuteiros já estão no terreno, enquanto os restantes seguem em deslocação, numa mobilização que tem tanto de logística quanto de entrega.
O Chefe Samuel Correia Vítor, conhecido no campo como “Sacov”, que coordena os escuteiros de Viana e lidera a equipa de protocolo e segurança na Muxima, resumiu bem o sentimento:
há trabalho, há exigência… mas há, acima de tudo, vontade de servir.
“Estamos a trabalhar para fechar o número ainda hoje. Pode haver ajustes, mas seguimos alinhados com as exigências do momento”, explicou.
Vindos maioritariamente de Luanda e Malanje, com forte presença da Diocese de Viana — uma das maiores forças escutistas do país —, estes jovens foram também distribuídos por outros pontos da visita, como o Kilamba e a cidade de Luanda. É o escutismo a mostrar que sabe estar onde é preciso.
E na Muxima, o papel é claro:
acolher, orientar, proteger, servir.
No meio de milhares de peregrinos, são eles que ajudam a dar ordem, a manter a calma, a garantir que cada pessoa viva este momento com segurança e dignidade.
No fundo, é aquilo que todo escuteiro entende sem precisar de muitas palavras:
estar presente quando mais importa.
Num encontro que junta fé, multidão e emoção, os escuteiros voltam a mostrar o caminho — com simplicidade, disciplina e coração pronto.
Porque ali, na Muxima, não estão apenas em serviço.
Estão a viver o escutismo na sua forma mais verdadeira.






