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AECA ORGANIZA EQUIPAS DE SAÚDE E LOGÍSTICA ALIMENTAR PARA APOIAR MILHARES DE ESCUTEIROS NA VISITA DO SANTO PADRE

A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) deu mais um passo decisivo na preparação da participação escutista na visita apostólica de Sua Santidade Papa Leão XIV, ao reunir em Luanda dirigentes, profissionais de saúde e voluntários para estruturar as equipas de apoio sanitário e logística alimentar que acompanharão os escuteiros mobilizados para este momento histórico da Igreja em Angola.
As reuniões técnicas, realizadas na Extensão Universitária da Universidade Católica de Angola, permitiram definir linhas de comando, responsabilidades e mecanismos de coordenação entre escuteiros, instituições de saúde e autoridades públicas, preparando a operação que apoiará os peregrinos nos pontos de concentração do Kilamba, Muxima, Luanda e Saurimo, durante a visita papal marcada para 18 a 21 de Abril de 2026.

Texto – Alexandre Cose | Leão Manso
FOTOS – AECA

A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) realizou neste Sábado, 07 de Março, na Extensão Universitária da Universidade Católica de Angola, em Luanda, duas reuniões técnicas destinadas a organizar áreas fundamentais da operação escutista que apoiará a visita apostólica de Sua Santidade Papa Leão XIV a Angola, marcada para 18 a 21 de Abril de 2026.

Os encontros reuniram dirigentes escuteiros e voluntários especializados, convocados pela Coordenação Nacional, com o objectivo de estruturar as equipas de logística alimentar e de apoio sanitário que acompanharão os milhares de escuteiros mobilizados para os pontos de concentração do Kilamba, Muxima, Luanda e Saurimo.

Logística alimentar e saúde no centro da preparação

A primeira reunião foi dedicada à organização das equipas de cozinha, responsáveis por montar e coordenar as estruturas de alimentação que irão servir os escuteiros em missão durante os dias da visita papal.

Logo depois, realizou-se a reunião destinada à constituição da equipa de saúde e apoio sanitário, que contará com a participação de escuteiros médicos, enfermeiros, estudantes de medicina e enfermagem, psicólogos, socorristas e bombeiros, além de voluntários com formação em primeiros socorros.

O objectivo central destes encontros foi definir equipas, responsabilidades, linhas de comando e formas de articulação entre os diversos grupos envolvidos na operação.

Coordenação entre escuteiros, pastoral da saúde e instituições públicas

Em declarações após as reuniões, o Coordenador Nacional da AECA, Chefe Gilberto Gil Lopes, considerou os encontros positivos e destacou a importância da articulação entre os diferentes actores envolvidos.

Segundo o dirigente, a preparação desta operação exige a integração de várias estruturas que actuam na área da saúde.

“Terminámos agora mesmo a reunião com enfermeiros, médicos, estudantes de medicina, bombeiros e pessoal formado em primeiros socorros. A partir daqui teremos de afinar os grupos, porque todos terão de interagir. Definimos datas de formação, encontros e a linha de comando para coordenar todas estas valências”, explicou.

O responsável acrescentou que será necessário garantir uma coordenação clara entre os escuteiros, a Pastoral da Saúde, o Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA) e o Ministério da Saúde, de modo a evitar sobreposição de funções e assegurar respostas eficazes em situações de emergência.

Desafios logísticos e condições climáticas em análise

Durante as reuniões foram igualmente analisados alguns desafios logísticos, sobretudo relacionados com as condições climáticas e com a grande concentração de pessoas prevista para os locais das celebrações.

O Chefe Gilberto alertou que o mês de Abril poderá apresentar condições exigentes para os voluntários e peregrinos.

“Em Angola diz-se que em Abril são chuvas mil. Podemos ter calor intenso, chuva ou mudanças rápidas de clima. Por isso estamos a acautelar aspectos como hidratação, alimentação adequada e descanso dos escuteiros que estarão muitas horas em serviço”, referiu.

Entre as medidas discutidas estão o reforço do abastecimento de água, barras energéticas, rebuçados para controlo da glicemia e orientação alimentar adequada, bem como o uso de chapéus, guarda-sóis e protecção contra o sol nos espaços mais expostos, como o Kilamba e a Muxima.

Mobilização continua

As reuniões realizadas na Extensão Universitária da Universidade Católica de Angola integram um conjunto mais amplo de encontros técnicos que a AECA tem vindo a promover para preparar a participação escutista na visita do Santo Padre.

A associação prevê mobilizar cerca de 8.000 escuteiros em todo o país, organizados em equipas estruturadas para garantir apoio na orientação dos peregrinos, organização dos espaços e colaboração com as autoridades durante os actos da visita apostólica.

Para o Coordenador Nacional, o processo de preparação continuará nos próximos dias, com novas reuniões e formações destinadas a consolidar a estrutura operacional.

“Estamos a fazer várias reuniões de concertação. À medida que encontramos dificuldades, vamos ajustando e conformando as soluções. O importante é garantir que tudo esteja preparado para prestar um serviço organizado e seguro”, concluiu.

A AECA reafirma, assim, o seu compromisso de colocar o escutismo ao serviço da Igreja e da sociedade, num momento histórico para a fé católica em Angola.

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Qual é a missão principal da AECA?

A missão da AECA é formar bons cristãos empenhados e comprometidos com a fé católica, promovendo mudanças significativas nas suas comunidades e promovendo a doutrina, pedagogia da fé e espiritualidade.

Podem participar adultos responsáveis, jovens e crianças integrados nas paróquias, comunidades ou missões da Igreja Católica sob a responsabilidade da CEAST, obedecendo as regras de idade e critérios específicos de cada unidade.

A sede da AECA está situada na província de Luanda, Município do Sambizanga, na Rua Comandante Bula, n.º 118, com vigência indeterminada.

A organização inclui órgãos centrais como o Encontro Nacional dos ECA (ENECA), Coordenação Nacional dos ECA (CNECA), Conselho Fiscal, Conselho de Ética, além de órgãos locais como as Coordenações Diocesanas, Vigararias e Agrupamentos.

As actividades devem seguir regulamentos específicos, começando e terminando na sede ou local autorizado, com autorização prévia, respeitando regras de segurança, uniformização e princípios de vivência cristã, mediante um termo de referência elaborado e aprovado pela organização.

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