
Texto – Alexandre Cose | Leão Manso
Fotos –AECA
Começa a ganhar forma, a preparação da logística alimentar para a participação dos Escuteiros Católicos de Angola na visita de Sua Santidade Papa Leão XIV, marcada para 18 a 21 de Abril de 2026. Durante a reunião realizada na Extensão Universitária da Universidade Católica de Angola, em Luanda, dirigentes e voluntários da área alimentar definiram os primeiros princípios de funcionamento das cozinhas que irão servir os escuteiros mobilizados para esta grande missão de serviço.
Entre os participantes esteve Vicência da Conceição da Gama Ferraz, dirigente escuteira da Diocese de Viana, actualmente integrada na coordenação da logística geral do ACA Papa, que explicou as principais conclusões do encontro.
Cozinhas autónomas para servir os escuteiros
De acordo com a dirigente, ficou decidido que cada estrutura alimentar terá capacidade para atender cerca de 200 escuteiros, funcionando com organização própria.
“Neste momento ficou decidido que cada cozinha vai servir cerca de duzentos escuteiros. As cozinhas serão autónomas: cada uma terá o seu material, a sua equipa e a sua própria logística para poder servir os escuteiros”, explicou.
Este modelo permitirá uma distribuição mais organizada da alimentação entre os diferentes contingentes escutistas que estarão mobilizados nos vários pontos de concentração.
ORGANIZAÇÃO PENSADA PARA FACILITAR O SERVIÇO

A dirigente sublinhou que a equipa de logística trabalha agora para transformar as orientações definidas na reunião em procedimentos práticos para o terreno.
Segundo explicou, a ideia é garantir que os escuteiros encontrem a alimentação já preparada nos momentos definidos, evitando atrasos ou dificuldades durante os dias de actividade.
“Estamos aqui reunidos exactamente para encontrar um meio-termo de como colocar em prática tudo aquilo que foi orientado. A ideia é que o escuteiro chegue e encontre já o alimento servido, para poder receber a sua alimentação de forma organizada.”
A dinâmica deverá aplicar-se tanto em Luanda como nas restantes dioceses, mantendo o mesmo modelo de funcionamento.
Desafios esperados na alimentação
Com experiência anterior em actividades escutistas, Vicência Ferraz reconhece que a gestão da alimentação de grandes grupos traz sempre desafios, sobretudo relacionados com preferências alimentares e expectativas dos participantes.
“Sabemos que podem surgir reclamações sobre a alimentação, por exemplo quando alguém prefere um prato diferente do que está previsto no menu. Por isso estamos a preparar um menu que será divulgado a todos os participantes da actividade.”
Ainda assim, a dirigente considera que os desafios fazem parte do espírito das grandes actividades escutistas.
Servir com espírito escutista
Apesar do “frio na barriga” natural que acompanha a preparação de um evento desta dimensão, Vicência Ferraz acredita que a missão será abraçada com entusiasmo pelos escuteiros.
“É sempre uma boa experiência. Não é todos os anos que recebemos o Santo Padre na nossa terra. Nós escuteiros estamos sempre prontos a servir e vamos abraçar esta causa com muito amor.”
No final, deixou uma mensagem dirigida aos escuteiros que participarão no ACA Papa:
“Peço aos escuteiros que venham com o coração limpo e preparados para enfrentar os desafios. Quem já participou em actividades grandes sabe que surgem dificuldades, mas devemos vir com fé, com espírito firme e prontos para trabalhar.”
A organização da logística alimentar integra o dispositivo maior que a AECA está a preparar para a visita do Papa Leão XIV, que deverá mobilizar cerca de oito mil escuteiros em todo o país, distribuídos pelos principais locais das celebrações e encontros previstos no programa da visita apostólica.
Sempre Alerta para Servir. ⚜️


