
Luanda, 19 Fevereiro de 2026 – A noite do encerramento do ADRO 2026, no Domingo, ficou marcada por um dos momentos mais aguardados do encontro: o sorteio do desafio dos “250 Amigos”, uma dinâmica lançada pela Coordenação Nacional para estimular fraternidade, integração e espírito de rede entre caminheiros e dirigentes vindos de todas as dioceses do país.
A iniciativa – proposta pelo Chefe Gilberto Lopes – desafiou cada participante a, durante dois dias, construir no mínimo 250 novos contactos no ADRO, recolhendo nome, número de telefone, diocese, agrupamento e totem dos escuteiros abordados. Mais do que “coleccionar números”, o exercício pretendia incentivar o que está no coração do Escutismo: aproximar, criar laços, conhecer o outro e fortalecer a unidade do movimento.
Uma dinâmica simples, mas exigente
O concurso decorreu entre Sexta-feira e Sábado, com prazo-limite até à madrugada, e teve a coordenação logística de recolha de dados atribuída ao Chefe Fernando, responsável por receber e validar as listas.
Segundo a comunicação feita durante o acto público, entre cerca de 500 participantes, foram identificados cinco finalistas que cumpriram integralmente o requisito de listas com 250 ou mais contactos, tornando-se elegíveis para a fase decisiva: o sorteio público.
CINCO FINALISTAS, UM AUDITÓRIO EM FESTA

No momento de anúncio, o Chefe Cláudio dos Santos, membro da Coordenação Nacional, conduziu o acto com um estilo vivo e pedagógico, sublinhando que não se tratava apenas de uma brincadeira, mas de um exercício de pertença e mobilização.
Foram anunciados como finalistas:
- Pedro Salvador (Diocese de Luena)
- Graça Maria (Agrupamento 131, S. João Baptista da Cazanga – Luanda)
- Clânio Mateus Samuel (conhecido pelo totem Fantasma)
- Rosária da Conceição (de Viana)
- Margarete Moraes Joaquim
Antes do sorteio, o dirigente Cláudio pediu que toda a assembleia se levantasse para uma salva de palmas “à altura do esforço”, lembrando que reunir 250 nomes em menos de 48 horas não era tarefa simples e exigia dedicação, disciplina e coragem de se aproximar de desconhecidos.
Sorteio público e transparente
O sorteio foi feito com os nomes dos cinco finalistas num recipiente transparente, reforçando a ideia de processo visível e seguro.
- O primeiro nome retirado foi Graça Maria, anunciada com grande entusiasmo pela assembleia, num momento em que a alegria da vencedora se tornou visível e contagiante.
- Para o segundo nome, foi chamada uma jovem voluntária, Francisca, que retirou aleatoriamente o papel com o nome do segundo contemplado.
Ao longo do momento, o ambiente manteve-se leve, celebrativo e fortemente comunitário, com palavras constantes de incentivo à união e ao desarmar de “invejas”, recordando que, no Escutismo, o sucesso de um é vitória de todos.
O prémio: duas vagas avaliadas em 3,5 milhões Kz
A Coordenação Nacional informou que o prémio corresponde a duas vagas avaliadas em 3.500.000 Kz (cada), associadas à participação no grande encontro internacional de caminheiros na Dinamarca (Rover Moot), e esclareceu que o valor não seria entregue em dinheiro, mas convertido no apoio concreto à participação dos seleccionados no evento internacional, em moldes organizativos definidos pela AECA.
Reconhecimento também para os finalistas
Para além dos dois contemplados no sorteio, foi anunciado um reconhecimento adicional para outros finalistas, associado a benefícios de representação e proximidade institucional em actividades futuras, gesto que procurou reafirmar que o movimento cresce quando aprende a premiar o mérito, incentivar a participação e reconhecer publicamente o esforço.
Mais do que um concurso: uma lição de organização e cultura de rede
O desafio dos “250 Amigos” acabou por ser, na prática, uma das dinâmicas mais simbólicas do ADRO 2026: num encontro concebido para fortalecer identidade e espiritualidade, esta actividade mostrou também que o movimento precisa de estrutura, registos, proximidade entre dioceses e capacidade de mobilização. No fundo, o que se viu naquela noite foi a imagem de um Escutismo que começa a reaprender a sua força: conhecer-se, organizar-se e caminhar unido, sem perder a alegria nem o sentido de missão.
Texto: Alexandre Cose | Leão Manso




