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ENTRE LÁGRIMAS, GRATIDÃO E MISSÃO: GRAÇA MARIA TRANSFORMA 253 ASSINATURAS NUM SONHO INTERNACIONAL

Caminheira do Agrupamento Central de São João Baptista da Cazanga, Arquidiocese de Luanda, venceu o desafio dos “250 Amigos” e garantiu vaga no Rover Moot, a decorrer na Dinamarca, numa noite marcada por lágrimas, gratidão e testemunho de fé. Entre resistência inicial, perseverança e apoio colectivo, a jovem catequista provou que quando um sonho é confiado a Deus — e partilhado com a comunidade — ele encontra caminho para acontecer.

Por: Alexandre Cose | Leão Manso

Havia aplausos.
Havia euforia.
Mas havia sobretudo lágrimas.

Quando o nome Graça Maria foi anunciado no sorteio do desafio dos “250 Amigos”, na última noite do ADRO 2026, a emoção atravessou o recinto. E atravessou-a a ela.

Visivelmente comovida, entre abraços e palavras entrecortadas, a jovem caminheira mal conseguia conter as lágrimas. Não era apenas um prémio. Era a concretização de um sonho antigo.

QUEM É A GRAÇA MARIA?

Graça Maria é caminheira do Agrupamento Central de São João Baptista da Casanga, da Vigararia de São João Baptista da Cazanga, na Arquidiocese de Luanda.

Catequista, jovem católica convicta, sonhadora persistente.

E, como ela própria confessou, alguém que nem queria participar no ADRO.

“A princípio eu não queria vir. Foram os meus amigos que disseram: ‘Vai, vais gostar.’”

Foi.
E mais do que gostar, transformou-se.

253 nomes. 253 histórias.

O desafio lançado pela Coordenação Nacional exigia reunir pelo menos 250 assinaturas — nome, número, diocese, agrupamento e totem — para se habilitar ao sorteio.

Graça Maria reuniu 253. Mas ela recusa tratar isso como estatística.

“Não são números. São pessoas.”

Falar dessas 253 assinaturas, diz ela, é falar de:

  • amigos que decidiram caminhar com ela;
  • desconhecidos que aceitaram ajudar;
  • pessoas que disseram “não”, mas também de muitas que disseram “vamos contigo”;
  • duas caminheiras que prometeram: “Se uma das três ganhar, todas vencemos.”

Foi difícil. Muitos recusaram. Muitos não quiseram participar.
Mas muitos outros escolheram acreditar com ela. E é aí que nasce o significado profundo da dinâmica.

“É falar de gratidão. É falar de amor. É falar de felicidade.”

Ela guarda o papel com os nomes. Vai plastificá-lo.
Porque ali está mais do que uma lista — está uma comunidade que decidiu apoiar um sonho.

Uma fé que amadureceu

O ADRO 2026 foi, para Graça Maria, mais do que uma competição. Foi uma experiência espiritual.

“Aprendi mais sobre a minha espiritualidade, sobre a minha fé e sobre o meu credo católico.”

Ela fala do impacto emocional, afectivo e espiritual da actividade. Fala de cerca de 500 jovens reunidos para viver uma experiência de fé. Fala de uma primeira edição histórica para os caminheiros católicos angolanos. E fala da mudança interior:

“Mudou a minha rotina de oração. Mudou a minha visão como catequista. Mudou a forma como me relaciono com as pessoas.”

“Tudo bem que não temos condições… mas vamos conseguir.”

Quando ouviu o seu nome como vencedora, as lágrimas não eram apenas de alegria momentânea.

Eram lágrimas de memória.

“Eu sempre dizia à minha família: ‘Tudo bem que não temos condições, mas vamos conseguir.’”

O prémio — avaliado em 3.500.000 Kz — garante a sua participação no Rover Moot internacional, na Dinamarca.

Mas para ela, não é turismo.

É missão.

“Vou espalhar o Evangelho e mostrar que Angola é um país incrível.”

“Quando Deus coloca algo no teu coração…”

Na sua segunda intervenção, Graça Maria citou Isaías:

“Quando Deus coloca algo no teu coração, é porque vai acontecer. Ele não tira.”

E concluiu com simplicidade:

“Foi a mão do Senhor.”

Entre lágrimas e sorrisos, Graça Maria tornou-se símbolo de uma juventude que acredita, insiste e caminha.

O ADRO 2026 terminou.

Mas para ela, ali começou algo maior.

E talvez a grande lição das 253 assinaturas seja esta:

Às vezes, um sonho não se constrói sozinho.
Constrói-se com 253 pessoas que dizem “sim”. Sempre Alerta para Servir. ⚜️✨

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