
ASSOCIAÇÃO DOS ESCUTEIROS CATÓLICOS DE ANGOLA
COORDENAÇÃO NACIONAL
COMUNICADO INSTITUCIONAL
ADRO 2026 | ABERTURA MARCA INÍCIO DE UM TEMPO FORTE DE FÉ, UNIDADE E MISSÃO ESCUTISTA
— AGENDA DO 2.º DIA (14 DE FEVEREIRO) INCLUÍDA
A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) realizou, no dia 13 de Fevereiro de 2026, nas instalações do Colégio São José de Cluny, ao Kinaxixe, em Luanda, a sessão de abertura da 1.ª edição do ADRO — Encontro Nacional da IV Secção, reunindo cerca de 500 caminheiros, dirigentes e assistentes espirituais provenientes todas as dioceses do país.
Sob o lema “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mt 15, 16), o ADRO 2026 iniciou-se como um espaço privilegiado de vivência da fé, formação espiritual e reforço da identidade escutista católica, afirmando-se como um marco na caminhada da IV Secção da AECA.
A EUCARISTIA NO CENTRO DA EXPERIÊNCIA
A Santa Missa de abertura foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Belmiro Cuica Chissengueti, Bispo de Cabinda e Presidente da Comissão Episcopal da Juventude, Vocações, Pastoral Universitária e Escutismo da CEAST.
Apesar do atraso registado no início da celebração — motivado por compromissos institucionais relacionados com os preparativos da visita apostólica de Sua Santidade o Papa Leão XIV a Angola — Dom Belmiro dirigiu-se aos participantes com espírito de proximidade, reafirmando que o escuteiro é amigo de todos e que a alegria deve marcar a vivência cristã.
Na homilia, Dom Belmiro sublinhou a importância de ouvir mais e falar menos, alertando para os riscos do ruído e da fofoca, e recordou que a fé abre os ouvidos para Deus e liberta a língua para anunciar o bem. Incentivou, ainda, a presença responsável dos jovens nas redes sociais como espaço de testemunho e comunicação da fé.
A MISSÃO DOS JOVENS NA VISITA DO SANTO PADRE
No final da celebração, Dom Belmiro foi interpelado pela imprensa sobre o papel da juventude na preparação da visita de Sua Santidade o Papa Leão XIV a Angola.
O Prelado explicou que tanto o Estado angolano como a CEAST já instituíram comissões específicas para garantir uma preparação pastoral, logística e institucional condigna, sublinhando que os jovens — e particularmente os escuteiros — terão um papel central nos serviços de acolhimento e apoio nos principais locais da visita, em articulação com as forças da ordem.
UMA ABERTURA MARCADA PELO SENTIDO DE PERTENÇA E RESPONSABILIDADE
Na recepção aos participantes, o Chefe Gilberto Gil Lopes, Coordenador Nacional da AECA, dirigiu palavras claras e mobilizadoras aos caminheiros, sublinhando a natureza profundamente espiritual do ADRO.
Recordou que o ADRO não é um espectáculo, nem um espaço de entretenimento superficial, mas sim um encontro de espiritualidade, disciplina, respeito e compromisso cristão. Destacou a importância do uso correcto da anilha oficial como elemento de identificação e segurança, bem como o cumprimento rigoroso das regras da casa religiosa que acolhe o encontro.
Num tom pedagógico e fraterno, apelou à responsabilidade individual e colectiva, ao respeito pelas instalações, à pontualidade, à higiene pessoal, à disciplina escutista e à vivência concreta da fraternidade, reforçando que ali não existem “escuteiros das províncias”, mas apenas escuteiros católicos unidos na mesma missão.
O Coordenador Nacional lançou ainda um desafio mobilizador aos participantes: cada caminheiro é chamado a construir, no mínimo, 250 novas amizades durante o encontro, promovendo a cultura da comunhão e do encontro, numa dinâmica que culminará com uma iniciativa simbólica na missa de encerramento.
MOMENTO DO PERDÃO: LIBERDADE QUE NASCE DO CORAÇÃO
Após a Missa de abertura, teve lugar o primeiro grande momento formativo do ADRO: o Momento do Perdão, orientado pelo Padre José Cláudio, Vigário Paroquial e Assistente-Adjunto do Agrupamento Santa Cristina de Menino Jesus Patriota e Coordenador da Casa de Missão Obra de Maria.
Partindo do Evangelho segundo São Mateus (18, 21-35), o sacerdote conduziu os jovens numa reflexão profunda sobre a liberdade interior que nasce do perdão, sublinhando que perdoar não é um sentimento espontâneo, mas uma decisão iluminada pela graça de Deus.
O momento culminou com oração comunitária, gesto fraterno e um apelo directo à reconciliação, como caminho de cura, unidade e maturidade cristã.
AGENDA DO 2.º DIA DO ADRO (HOJE, 14 DE FEVEREIRO)
A AECA informa que o ADRO prossegue hoje, sábado, 14 de Fevereiro, com uma jornada intensiva de oração, formação e trabalho por painéis e oficinas, nos seguintes termos:
- 06h00 – Despertar
- 07h00 – Santa Missa
- 07h50 – Pequeno-almoço
- 08h30 – Sessão plenária: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”
- 11h00 – Intervalo
- 11h30 – 13h00 – Sessões simultâneas (Painéis/Oficinas)
- 13h10 – Almoço
- 14h30 – Dinâmica das frases
- 15h30 – 17h30 – Sessões simultâneas (Painéis/Oficinas)
- 18h00 – Reza do Terço (Terço montado)
- 19h30 – Jantar
- 22h00 – Silêncio
UM TEMPO DE GRAÇA PARA A IV SECÇÃO
O ADRO 2026 afirma-se como espaço onde fé, disciplina, unidade e amizade se entrelaçam, preparando jovens capazes de responder, com autenticidade, à pergunta que estrutura todo o encontro:
“E vós, quem dizeis que Eu sou?”
A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola reafirma o seu compromisso de continuar a promover encontros de elevado valor espiritual, educativo e eclesial, ao serviço da formação integral da juventude.
Sempre Alerta para Servir. ⚜️Coordenação Nacional
Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA)
Luanda, 14 Fevereiro de 2026


