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UMA SEMANA DEPOIS: A VISITA DE DOM FILOMENO AO ADRO 2026 CONFIRMA O ENRAIZAMENTO DO ESCUTISMO NA IGREJA

Arcebispo de Luanda permaneceu uma tarde inteira com os escuteiros, dialogou com jovens, plantou uma árvore e deixou orientações claras sobre o futuro pastoral do movimento

Texto : Alexandre Cose | Leão Manso

Luanda, 22 de Fevereiro de 2026 – Uma semana após o encerramento do ADRO 2026, continua a ganhar densidade e significado a visita de Sua Excelência Reverendíssima Senhor Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, Arcebispo Metropolitano de Luanda, ao encontro nacional dos Caminheiros da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA), realizado no Complexo Escolar das Irmãs de São José de Cluny.

A presença do Arcebispo, no penúltimo dia do evento foi, simbólica e protocolar, mas a cima de tudo, pastoral, próxima e pedagógica. Durante várias horas, acompanhado por Dom Belmiro Chissengueti, Dom Filomeno percorreu os espaços do encontro, conversou com jovens e dirigentes, deixou-se fotografar com os escuteiros, observou oficinas formativas, participou de momentos de partilha espiritual e ainda plantou uma acácia.

Num contexto de reorganização pastoral do Escutismo Católico em Angola, a visita assumiu um valor institucional significativo: confirmou, de forma pública e inequívoca, o compromisso da Igreja com o movimento.

“UM BANHO HUMANO”: A EXPERIÊNCIA DE UMA IGREJA VIVA

Questionado sobre o que vivenciou naquela tarde, o Arcebispo sintetizou a experiência numa expressão que permanece como marca do encontro:

“Recebi aqui um banho humano. Um banho de muito afecto, de muita alegria, de muita fraternidade.”

A frase não foi casual. Traduz a percepção de uma Igreja viva, jovem e em movimento. Para Dom Filomeno, o Escutismo é escola de fraternidade concreta — uma fraternidade que se constrói através de experiências partilhadas, da aprendizagem prática, da disciplina voluntária e do compromisso com valores.

Ao sublinhar que o Escutismo visa “deixar o mundo melhor do que o encontrou”, o Arcebispo reafirmou a dimensão ética e social do movimento: formar jovens com princípios, consciência solidária e sentido de responsabilidade.

A ÁRVORE PLANTADA: SÍMBOLO DE UM PROCESSO EM CRESCIMENTO

Um dos momentos mais marcantes da visita foi o plantio de uma árvore no recinto do complexo escolar.

Mais do que um gesto ecológico ou protocolar, o acto foi apresentado pelo próprio Arcebispo como metáfora do que se viveu no ADRO:

“É algo que nós plantámos e que depois crescerá. No seu tempo dará sombra, dará frutos e será contemplada pelos outros.”

A árvore simboliza três dimensões essenciais:

  1. Enraizamento – o Escutismo Católico não é improvisação, é processo que se fundamenta na Igreja;
  2. Crescimento gradual – o que foi iniciado precisa de tempo, cuidado e perseverança;
  3. Fruto comunitário – os benefícios não serão apenas para quem participou, mas para toda a Igreja e sociedade.

Uma semana depois, aquela árvore permanece como memória visível de um compromisso assumido.

O LUGAR NATURAL DO ESCUTISMO: A PARÓQUIA

Num dos momentos mais esclarecedores da visita, Dom Filomeno abordou a relação entre Escutismo e Igreja de forma directa:

“O lugar natural do Escutismo é o espaço da Igreja. É a paróquia, é o ambiente paroquial.”

O Arcebispo falou a partir da experiência pessoal, recordando que conheceu o Escutismo no seio da Igreja e que, ao longo das suas visitas pastorais em vários países, encontrou o movimento inserido em ambientes paroquiais.

Esta afirmação assume especial relevância no actual contexto de reorganização e reafirmação identitária do Escutismo Católico em Angola. Ao declarar que é na paróquia que os pais depositam confiança e onde os jovens encontram ambiente são e seguro, Dom Filomeno reforçou a legitimidade pastoral do movimento.

A sua presença no ADRO confirmou que o Escutismo não é actividade periférica, mas parte integrante da missão evangelizadora da Igreja.

APRENDER FAZENDO: A ESCOLA DO ESCUTISMO

Durante a visita, o Arcebispo tomou conhecimento de diversas actividades realizadas pelos participantes:

  • pintura e melhoria de espaços;
  • produção de hóstias;
  • confecção de terços;
  • plantação de árvores;
  • momentos intensos de oração comunitária.

Ao comentar estas experiências, destacou a dimensão pedagógica do “aprender fazendo”.

“Muitos desses jovens nunca tinham pegado num pincel. Hoje dizem: ‘Afinal, eu posso fazer isto.’ O Escutismo é uma grande escola.”

A expressão “grande escola” resume o entendimento do Arcebispo: o movimento forma competências práticas, desenvolve autonomia e reforça a consciência de serviço comunitário.

JUVENTUDE E FUTURO: UM SINAL PARA A IGREJA

Ao referir-se ao compromisso dos escuteiros na mobilização para a visita do Santo Padre a Angola, Dom Filomeno deixou uma leitura mais ampla:

“Antes de mais, isto significa que temos futuro.”

Para o Arcebispo, a Igreja só é verdadeiramente Igreja quando caminha entre gerações. Ver centenas de jovens organizados, comprometidos e disponíveis para servir é sinal de continuidade e esperança.

A visita do Papa foi apresentada como “um sinal extraordinário de confiança”, e o envolvimento escutista como demonstração concreta de maturidade organizativa.

OS “CASTORES”: A FORMAÇÃO DESDE A PRIMEIRA INFÂNCIA

Outro ponto abordado foi a possibilidade de integrar crianças mais novas, entre os quatro e seis anos, na secção dos “Castores”.

Dom Filomeno reconheceu a necessidade de reflexão aprofundada, mas destacou um princípio essencial: o desenvolvimento humano começa cedo, e a Igreja deve acompanhar esse processo.

A aposta nas primeiras idades não é mera expansão numérica, mas investimento formativo — preparar desde cedo o lobito, o júnior, o caminheiro e o dirigente do amanhã.

UMA VISITA QUE CONFIRMOU UM CAMINHO

Passada uma semana, a visita de Dom Filomeno Vieira Dias ao ADRO 2026 pode ser lida como:

  • gesto de proximidade pastoral;
  • sinal de apoio institucional;
  • confirmação da inserção eclesial do Escutismo;
  • reforço da confiança na juventude.

Entre palavras de encorajamento e o plantio de uma árvore que agora cresce silenciosamente, ficou clara uma mensagem:

O Escutismo Católico em Angola não é episódio passageiro.
É processo. É missão. É futuro.

Sempre Alerta para Servir. ⚜️

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