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QUANDO TUDO COMEÇOU: 6 ANOS DEPOIS, A MESMA CHAMA ACESA

Há datas que não se “assinalam”.
Vivem-se outra vez.

Janeiro de 2026.
Neste mês, o primeiro do ano, olhamos para atrás e nos recordamos um início. Um daqueles momentos em que o tempo abranda, a memória ganha corpo e o coração percebe que ali começou algo que não era pequeno — mesmo quando ainda não tinha nome definitivo.

Voltamos a 14 e 15 de Janeiro de 2020, ao Centro de Convenções de Belas, em Luanda. Dois dias que ficaram gravados como o primeiro grande encontro nacional de Assistentes e Dirigentes Católicos, numa altura em que o escutismo católico em Angola ainda procurava forma, mas já tinha alma.

O grupo já era grande. Aliás, não nascemos pequenos. Quandi surgimos já éramos grandes em tamanho.
A fotografia de família que ilustra este artigo continua, ainda hoje, a dizer tudo sobre o que foi aquele encontro: muitas almas reunidas, muitos lenços erguidos, muitos olhares firmes e convictos. Não hesito em dizê-lo, com a serenidade de quem sabe o que viu e viveu: a primeira gota lançada ao oceano não foi discreta nem tímida — foi, desde logo, profundamente gigantesca.

Presidido por Dom Belmiro Chissengueti, então e agora referência maior da pastoral juvenil, vocacional e escutista, o encontro reuniu, à época, delegações das 19 dioceses de Angola — número que hoje cresceu para 21. Estiveram presentes assistentes diocesanos e de agrupamento, coordenadores, dirigentes e representantes da Igreja, reunidos não por acaso, mas por um encontro que nasceu da fé, do discernimento e de um profundo sentido de responsabilidade eclesial.

É possível que alguns tenham pensado que dali sairiam proclamações vazias. Posso afirmá-lo, porém, a partir da experiência vivida naquele encontro: aconteceu exatamente o contrário. Foi um verdadeiro tempo de discernimento, profundamente alinhado com o caminho pastoral proposto pela CEAST para o triénio então em curso, que culminava num desafio claro e exigente: “Jovem e fé testemunhada.”

Ali ficou claro um princípio que ainda hoje nos orienta:
👉 todo o encontro com Cristo termina no testemunho.

AS GRANDES DECISÕES QUE MOLDARAM O CAMINHO

O encontro de Belas foi decisivo porque tocou o essencial:

  • A pertinência de um escutismo com alma católica, vivido em comunhão com a Igreja;
  • A relação saudável e clara entre dirigentes e assistentes;
  • A definição do perfil do dirigente católico;
  • A reflexão profunda sobre a espiritualidade do escuteiro católico;
  • E, de forma estruturante, a apresentação, discussão e aprovação ad experimentum do Regulamento Interno dos Escuteiros Católicos de Angola, ainda no seio da Associação dos Escuteiros de Angola.

Nada foi feito contra ninguém.
Tudo foi pensado com responsabilidade institucional, com respeito pela AEA, e com a convicção de que a identidade católica precisava de estrutura, linguagem comum e coerência.

Das conclusões aprovadas naquele primeiro encontro de há 6 anos, algumas soam hoje quase proféticas:

  • A urgência de formar assistentes em todos os agrupamentos;
  • A afirmação clara de que o escuteiro católico orgulha-se da sua fé e orienta por ela toda a sua vida;
  • A centralidade da oração, da doutrina e da vivência sacramental;
  • A necessidade de adequar os dirigentes ao perfil cristão exigido pelo Regulamento Interno.

Nada disto envelheceu.
Pelo contrário: ganhou corpo com o tempo.

RECOMENDAÇÕES E DELIBERAÇÕES QUE ABRIRAM CAMINHO

O encontro recomendou continuar o caminho em diálogo fraterno com a AEA, respeitando normas, regulamentos e a missão educativa comum. E foi ainda mais longe, ao deliberar com clareza:

  • Que as actividades ligadas à Igreja Católica fossem organizadas pelas estruturas dos Escuteiros Católicos;
  • Que o Regulamento fosse estudado e conhecido em todas as dioceses;
  • Que houvesse uma Eucaristia escutista mensal;
  • Que se criassem as condições para a filiação internacional no escutismo católico;
  • Que houvesse uniformidade ritual e espiritual, porque “somos UM”.

DE 2020 A 2026: O FRUTO AMADURECEU

Seis anos depois, olhamos para trás com serenidade.
Hoje somos mais de 43 mil escuteiros católicos, congregados numa associação própria, com estrutura, identidade, reconhecimento e caminho feito.

Nada nasceu do acaso.
Tudo começou ali, em Belas, quando um grupo grande decidiu pensar grande, servir melhor e assumir que o escutismo católico em Angola tinha missão própria a cumprir.

Hoje, ao partilharmos aquela fotografia de família, longe de olhamos apenas para rostos, olhamos para um início corajoso, para decisões responsáveis e para uma caminhada que nos trouxe até aqui.

A chama que se acendeu em 2020 continua viva em 2026.
E segue connosco — Sempre Alerta para Servir.

Artigo de:  Alexandre Cose | Leão Manso
Fotografia: Do Arquivo Pessoal de Dom Belmiro Chissengeti (Assistente Nacional da AECA)

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