
Quinhentos escuteiros católicos, vindos de várias dioceses do país, começam hoje a concentrar-se no Colégio São José de Cluny, ao Kinaxixe, para viver o ADRO 2026 — um encontro nacional que reforça a comunhão, a identidade e a dimensão espiritual do Escutismo Católico em Angola, sob organização da Arquidiocese de Luanda e da Coordenação Nacional da AECA.
Por Alexandre Cose | Leão Manso
A poucas horas do início do ADRO 2026, cresce a expectativa para aquele que será um dos momentos mais marcantes do calendário nacional da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola. O encontro decorrerá nas instalações do Colégio São José de Cluny, ao Kinaxixe, na cidade de Luanda, e reunirá cerca de 500 participantes, entre caminheiros, dirigentes e assistentes provenientes de várias dioceses do país.
Para a Arquidiocese de Luanda, acolher esta actividade tem um significado especial. A Chefe Vilma Suingue, dirigente paroquial e secretária administrativa da Coordenação Arquidiocesana de Luanda, integra a organização do ADRO, fazendo parte da Comissão de Dinâmicas, além de colaborar na equipa de alojamento.
Ao falar da preparação, a Chefe Vilma sublinha que o sentimento dominante é de alegria, mas também de responsabilidade:
“Para nós é uma alegria saber que estamos a ser o palco desta grande festa. É a primeira grande actividade nacional da ECA realizada aqui em Luanda. Estamos na expectativa de receber os nossos irmãos das outras dioceses.”

Segundo explicou, embora um evento com esta dimensão gere sempre alguma ansiedade, a experiência acumulada em actividades de grande porte tem permitido organizar tudo com método e serenidade. O sistema de patrulhas, elemento central do método escutista, será fundamental para garantir organização e fluidez nas refeições, nas actividades formativas e nos momentos comuns.
“Quando há muita gente, ficamos sempre um pouco ansiosos. Mas nós somos escuteiros. Trabalhamos com sistema de patrulhas. Em vez de confusão, organizamos por pequenos grupos. Assim conseguimos realizar todas as tarefas de forma mais organizada.”
A organização também preparou cuidadosamente o acolhimento das delegações vindas do Norte, Centro e Sul do país. De acordo com a dirigente, existe coordenação prévia quanto aos horários de chegada, pontos de paragem e transporte até ao local do evento.
“Já sabemos a hora, os locais de paragem, e a Coordenação Nacional organizou o transporte para levar todos até ao Colégio São José de Cluny. Está tudo articulado.”
Para a Chefe Vilma, há ainda um elemento simbólico importante: Luanda, enquanto capital e centro eclesial, acolhe agora uma actividade que reforça a identidade do escutismo católico.
“Sou católica, sou escuteira e nasci nesta cidade. Ter aqui a primeira grande actividade nacional da ECA é motivo de orgulho. É uma grande alegria para a nossa paróquia e para a diocese.”

Para além dos participantes inscritos, a mobilização envolve também dirigentes e caminheiros da Arquidiocese que permanecerão na retaguarda, assegurando apoio logístico sempre que necessário.
“Estamos todos mobilizados. Mesmo os que não participam directamente estão prontos para ajudar. Ninguém fica de fora.”
O ADRO 2026 não é apenas um encontro. É um momento de partilha da Palavra, de reafirmação da identidade escutista católica e de fortalecimento da comunhão entre dioceses. Ao acolher cerca de 500 escuteiros no coração da cidade, Luanda torna-se, nestes dias, casa comum da juventude católica em caminhada.
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