
Um total de 156 candidatos a dirigentes escutistas participaram, de 16 a 20 de Setembro, no Seminário Menor dos Frades Capuchinhos, em Luanda, na 3.ª edição do Percurso Inicial de Formação (PIF).
A iniciativa da Arquidiocese de Luanda foi destinada a adultos que assumem o compromisso de aprofundar a sua preparação técnica, humana e espiritual para o serviço no Movimento.
O programa teve como principal objectivo garantir um acompanhamento de qualidade às crianças, adolescentes e jovens, fortalecendo a missão educativa e pastoral nas paróquias e comunidades da capital.
De acordo com o responsável pela formação da Arquidiocese, Ferraz Gouveia, a preparação do adulto precede a intervenção junto dos jovens, de modo a assegurar a plena eficácia da «relação educativa», pilar do método escutista que exige lideranças capacitadas para guiar as novas gerações.
Educadores na fé, técnica escutista e vida de campo
Durante a acção formativa, os formadores abordaram matérias essenciais para a missão dos futuros chefes, com destaque para os fundamentos do escutismo criado por Baden-Powell, o papel do dirigente como educador na fé e a articulação entre a doutrina católica e a prática escutista.
Na componente prática, os novos dirigentes aprenderam técnicas fundamentais do movimento, como formaturas, nós e amarrações, além de dinâmicas de animação vocacionadas para o fortalecimento do espírito de grupo.
Outro ponto alto foi a vivência da cozinha de campo, uma experiência que aliou aprendizagem, partilha e fraternidade. O encontro proporcionou também um rico espaço de convivência e troca de experiências muito animada entre formandos vindos de várias vigararias da Arquidiocese.
Foram quatro dias de trabalho intenso, onde a satisfação com os resultados do curso foi visível entre os formadores, que enalteceram a notável entrega, dedicação e entusiasmo dos novos dirigentes em aprender. De igual modo, os participantes expressaram grande alegria pelos conhecimentos adquiridos, mostrando-se motivados para regressar às suas comunidades com novas ferramentas pedagógicas, para além de manifestarem o desejo de participar em mais formações idênticas para aprimorar cada vez mais as suas competências.
Espiritualidade e o princípio do “aprender fazendo”
O encerramento do curso ficou marcado pela celebração da Missa de Encerramento, totalmente animada pelos novos dirigentes, que participaram activamente em todas as fases da liturgia, no acolhimento, no grupo coral e no momento do ofertório.
Durante a homilia, o Padre Elizandro Pinto destacou a vocação do dirigente e o compromisso cristão na comunidade, inspirando-se no princípio pedagógico do “aprender fazendo” e nas leituras do dia, que enfatizam a igualdade e a misericórdia divinas. O sacerdote exortou os dirigentes a viverem e transmitirem bons valores à juventude, sublinhando que o testemunho de fé e a identidade cristã devem anteceder e fundamentar qualquer acção no escutismo.
Fase de estágio e acompanhamento nas paróquias
Após a celebração eucarística e os momentos de confraternização, os formandos receberam os respectivos manuais de apoio e foram apresentados aos instrutores que farão o seu acompanhamento tutorial.
Para concluir o processo de capacitação, os novos dirigentes vão cumprir um período de estágio com a duração de três meses. Durante esta fase, os instrutores realizarão visitas de orientação, acompanhamento e correcção directamente nos agrupamentos paroquiais, garantindo a correcta aplicação do método escutista no terreno.
Texto – Victória Ferreira



