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ESCUTISMO CATÓLICO DE ANGOLA E CABO VERDE ABREM CAMINHO PARA COOPERAÇÃO FUTURA

Chefe Nacional do CEC-CV felicita ADRO 2026 e manifesta disponibilidade para projectos conjuntos com a AECA

O sucesso do ADRO 2026, em Luanda, ultrapassou fronteiras. Dias após a realização do primeiro grande encontro nacional dos Caminheiros da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA), que reuniu mais de 500 participantes no Colégio São José de Cluny, na capital angolana, a Chefe Nacional do Corpo do Escutismo Católico Cabo-verdiano (CEC-CV – ), Chefe Zezinha Alfama, entrou em contacto com o Secretariado para a Comunicação da AECA, para felicitar formalmente a organização angolana e manifestar abertura para futuras iniciativas conjuntas entre os dois países.

A conversa, que começou com palavras de reconhecimento pelo êxito do ADRO, evoluiu para uma reflexão mais ampla sobre o percurso do Escutismo Católico em Cabo Verde, os desafios enfrentados, os ganhos institucionais alcançados ao longo de 25 anos e a possibilidade concreta de cooperação entre a AECA e o CEC-CV.

PARABÉNS PELO ADRO E ABERTURA PARA TRABALHO CONJUNTO

A Chefe Zezinha destacou que tem acompanhado, através das publicações e canais digitais da AECA, o caminho recente do Escutismo Católico em Angola.

“Tenho acompanhado as vossas actividades e as vossas lutas”, afirmou, sublinhando a serenidade com que a organização angolana tem conduzido o seu processo de afirmação pastoral.

Na sequência desse acompanhamento, deixou expressa a disponibilidade do CEC-CV para, num futuro próximo, organizar actividades conjuntas com a AECA, visando fortalecer os laços entre as duas organizações lusófonas.

Trata-se, por ora, de um primeiro contacto institucional, mas com potencial estratégico relevante.

25 ANOS DE CAMINHO: UM PROJECTO NASCIDO DA ORIENTAÇÃO EPISCOPAL

O CEC-CV celebrou recentemente 25 anos de existência. Segundo a sua Chefe Nacional, o corpo nasceu sob orientação episcopal clara:

“O nosso bispo, Dom Paulino, que criou o Corpo do Escutismo Católico, pediu-nos que fizéssemos o nosso caminho, que déssemos o nosso testemunho enquanto escuteiros católicos.”

A opção foi por construir com serenidade, centrando-se na missão evangelizadora e educativa.

Actualmente, o CEC-CV conta com mais de 3.000 escuteiros e mais de 300 dirigentes, sendo a maior organização infanto-juvenil de Cabo Verde. Num país com cerca de 500 mil habitantes nas ilhas (censo de 2021), este número revela forte implantação social.

A Chefe Zezinha sintetiza o percurso numa afirmação de fé:

“O CEC-CV é um projecto de Deus.”

QUALIDADE ACIMA DA QUANTIDADE

Apesar do crescimento, a liderança do CEC-CV sublinha que não há pressa em aumentar números:

“O importante é a qualidade.”

Essa prioridade traduz-se numa forte aposta na capacitação técnica e pedagógica:

  • realização do III Campo Nacional;
  • organização do I FORCI (Formação Contínua de Instrutores);
  • consolidação da formação inicial pedagógica;
  • reforço contínuo da qualificação dos dirigentes.

Para o CEC-CV, a solidez institucional começa pela formação rigorosa.

PROJECTO EDUCATIVO, MANUAIS E UNIFORMIZAÇÃO NACIONAL

Entre os marcos recentes está a impressão do Projecto Educativo do CEC-CV, aprovado em 2021 e actualmente em fase experimental de implementação.

Foram igualmente publicados:

  • o Manual de Técnicas Escutistas;
  • o Manual de Rituais e Cerimoniais do CEC-CV;
  • materiais normativos que asseguram uniformização nacional.

Num país arquipelágico, composto por várias ilhas, esta uniformização é essencial para garantir coesão organizacional, já que a realização de eventos nacionais implica desafios logísticos significativos.

INOVAÇÃO ESTATUTÁRIA E DEMOCRACIA INTERNA

Desde 2023, os estatutos do CEC-CV passaram a permitir eleições descentralizadas, com criação de postos de votação regionais.

Para exercer o direito de voto, são exigidas duas condições:

  1. Estar inscrito no Sistema de Informação e Gestão;
  2. Estar em serviço activo e com quotas regularizadas.

A nível regional, caminheiros e dirigentes votam; a nível nacional, apenas dirigentes investidos participam.

Este modelo adapta-se à realidade insular e reforça a legitimidade democrática da organização.

UTILIDADE PÚBLICA E INTERVENÇÃO SOCIAL

O CEC-CV detém o estatuto de instituição de utilidade pública e desenvolve intervenção social activa.

Entre as iniciativas destacam-se:

  • Parceria com o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente;
  • Sensibilização comunitária sobre protecção da criança e do adolescente;
  • Realização de rodas de conversa com famílias;
  • Parceria com a Fundação “Menos Álcool, Mais Vida”, promovendo hábitos saudáveis.

O CEC-CV define-se como “Associação Amiga da Criança e do Adolescente”, assumindo compromisso concreto com a promoção de valores e direitos fundamentais.

MEMÓRIAS, HISTÓRIA E COMUNICAÇÃO

Durante a conversa, a Chefe Zezinha partilhou também o lançamento do seu livro “Memórias do Escutismo em Cabo Verde”, resultado de anos de recolha de experiências e testemunhos — vividos, muitas vezes, “contramaré”.

Paralelamente, encontra-se em preparação uma obra dedicada à história do Escutismo em Cabo Verde, em coautoria com Rosi Alfama, responsável pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do CEC-CV.

DESAFIOS COMUNS, VISÃO PARTILHADA

A troca institucional revelou convergências significativas entre a AECA e o CEC-CV:

  • consolidação identitária;
  • afirmação pastoral;
  • formação contínua de dirigentes;
  • fortalecimento da dimensão espiritual do movimento;
  • serenidade perante contextos de “contramaré”.

O ADRO 2026, reconhecido como marco estruturante para Angola, surge assim como ponto de partida para uma nova etapa de diálogo e cooperação.

PERSPECTIVAS DE COOPERAÇÃO FUTURA

Ainda sem datas definidas, o contacto abre possibilidades para:

  • intercâmbio institucional;
  • partilha de experiências formativas;
  • colaboração em áreas técnicas e pedagógicas;
  • eventual realização de actividades conjuntas.

Entre arquipélago e continente, o Escutismo Católico reforça a sua dimensão lusófona e eclesial.

UM CAMINHO SUSTENTADO NA FÉ

A conversa terminou com uma convicção partilhada:

“Quem tem Jesus, tem tudo.”

Entre Angola e Cabo Verde, a fraternidade escutista confirma que o Escutismo Católico é mais do que organização — é missão.

O ADRO 2026 foi um marco nacional.
O próximo passo poderá ser internacional.

Sempre Alerta para Servir. ⚜️

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Qual é a missão principal da AECA?

A missão da AECA é formar bons cristãos empenhados e comprometidos com a fé católica, promovendo mudanças significativas nas suas comunidades e promovendo a doutrina, pedagogia da fé e espiritualidade.

Podem participar adultos responsáveis, jovens e crianças integrados nas paróquias, comunidades ou missões da Igreja Católica sob a responsabilidade da CEAST, obedecendo as regras de idade e critérios específicos de cada unidade.

A sede da AECA está situada na província de Luanda, Município do Sambizanga, na Rua Comandante Bula, n.º 118, com vigência indeterminada.

A organização inclui órgãos centrais como o Encontro Nacional dos ECA (ENECA), Coordenação Nacional dos ECA (CNECA), Conselho Fiscal, Conselho de Ética, além de órgãos locais como as Coordenações Diocesanas, Vigararias e Agrupamentos.

As actividades devem seguir regulamentos específicos, começando e terminando na sede ou local autorizado, com autorização prévia, respeitando regras de segurança, uniformização e princípios de vivência cristã, mediante um termo de referência elaborado e aprovado pela organização.

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A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) é  Membro Potencial da Federação Mundial dos Escuteiros Independentes (WFIS). A AECA poderá participar de treinamentos, eventos e programas de intercâmbio.