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EMBAIXADORES DO ADRO: QUANDO A VOZ DO ESCUTISMO GANHA ROSTO, PERCURSO E PROPÓSITO

Artigo de opinião de Pedro João | Chefe Cão de Fila

No escutismo, as palavras nunca caminham sozinhas. Precisam de rostos, de gestos, de testemunhos concretos que as tornem credíveis. É precisamente aí que nasce a figura do embaixador: não como título decorativo, mas como missão assumida.

No ADRO, actividade destinada aos Caminheiros Católicos promovida pelos Escuteiros Católicos de Angola, os embaixadores surgem como pontes vivas entre a organização e os jovens, entre a proposta e a adesão, entre a ideia e a experiência real. São eles que traduzem o espírito da actividade em linguagem próxima, que mobilizam com entusiasmo, que esclarecem com paciência e que representam no terreno, aquilo que o ADRO quer ser.

Mas há algo que torna este grupo de embaixadores particularmente significativo: a sua identidade comum.

Todos pertencem ao Agrupamento 68. Todos caminham juntos no escutismo. Todos estudam. Todos servem. E todos carregam, cada um à sua maneira, a marca de um escutismo que não se esgota no lenço ao pescoço, mas se prolonga na vida académica, no compromisso social e no serviço comunitário.

Quem são estes embaixadores?

São jovens com percursos distintos, mas unidos por uma mesma visão de futuro:

  • Édna Inácio, estudante do 1.º ano de Enfermagem Geral no ISP Sol Nascente, no Huambo, traz para o ADRO a sensibilidade do cuidado, da atenção ao outro e da vocação para servir vidas.
  • Filomena Morguier, no 4.º ano de Medicina Veterinária na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade José Eduardo dos Santos, representa a ligação entre ciência, responsabilidade ambiental e serviço à comunidade.
  • Fabrício Gomes, estudante do 2.º ano de Engenharia de Construção Civil no ISP José Eduardo dos Santos, carrega consigo a visão de quem pensa estruturas, planeia, constrói também no sentido humano e social.
  • Gabriel Kavonde, no 2.º ano de Engenharia Electrónica e Telecomunicações no mesmo instituto, simboliza a geração que liga pessoas, ideias e caminhos, num mundo cada vez mais interligado.
  • José Kapata, estudante do 2.º ano de Didáctica do Ensino da Língua Portuguesa no ISP Católico do Huambo, traz a palavra, a pedagogia e a consciência de que comunicar bem é também formar.
  • Merson Dinis, no 1.º ano de Engenharia Eléctrica no ISP da Caála, representa a energia jovem que ilumina projectos, comunidades e sonhos.

Não é por acaso que todos eles se destacam também pelo impacto das actividades comunitárias que desenvolvem. O escutismo que vivem não é de vitrina. É feito no bairro, na escola, na paróquia, no serviço discreto que transforma realidades.

SER EMBAIXADOR DO ADRO: é representar, mais do que divulgar.

O embaixador do ADRO não é apenas quem partilha datas ou explica normas. É quem encarna o espírito da actividade. É quem inspira confiança. É quem aproxima. É quem mostra, pelo exemplo, que o escutismo católico forma jovens inteiros: com fé, com pensamento crítico, com compromisso académico e com sentido de missão.

A sua posição é estratégica porque nasce da proximidade. Falam a linguagem dos pares. Conhecem as dúvidas. Sentem as resistências. E, justamente por isso, conseguem mobilizar sem impor, esclarecer sem confundir e motivar sem ruído.

Num tempo em que os jovens desconfiam de discursos vazios, os embaixadores do ADRO são testemunhos vivos de coerência entre o que se diz e o que se faz.

O facto de todos estes embaixadores pertencerem ao mesmo agrupamento não é detalhe menor. Revela uma cultura de grupo, uma escola de valores, uma forma de viver o escutismo que produz frutos. Revela que, quando o método é bem aplicado, ele gera líderes naturais, servidores conscientes e jovens preparados para a vida activa.

O ADRO ganha força com estes embaixadores. Mas, mais do que isso, o escutismo católico em Angola ganha esperança.

Porque quando jovens estudam, servem, acreditam e se dispõem a ser voz para os outros, o caminho faz-se mais seguro.

E é assim, passo a passo, que a caminhada continua.

Sempre Alerta para Servir.

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A missão da AECA é formar bons cristãos empenhados e comprometidos com a fé católica, promovendo mudanças significativas nas suas comunidades e promovendo a doutrina, pedagogia da fé e espiritualidade.

Podem participar adultos responsáveis, jovens e crianças integrados nas paróquias, comunidades ou missões da Igreja Católica sob a responsabilidade da CEAST, obedecendo as regras de idade e critérios específicos de cada unidade.

A sede da AECA está situada na província de Luanda, Município do Sambizanga, na Rua Comandante Bula, n.º 118, com vigência indeterminada.

A organização inclui órgãos centrais como o Encontro Nacional dos ECA (ENECA), Coordenação Nacional dos ECA (CNECA), Conselho Fiscal, Conselho de Ética, além de órgãos locais como as Coordenações Diocesanas, Vigararias e Agrupamentos.

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