
Missa mensal dos Escuteiros Católicos, celebrada a 27 de Setembro, voltou a reunir a família escutista de Cabinda. Na homilia, o Bispo de Cabinda lembrou que a formação integral passa pela fé, pela família, pelo trabalho e pela capacidade de servir nas pequenas tarefas do quotidiano.
Os Escuteiros Católicos da Diocese de Cabinda voltaram a assumir, no passado 27 de Setembro, para a missa mensal, uma prática que vem ganhando espaço na vida pastoral da Diocese e que procura reunir, num mesmo momento de fé e fraternidade, os diferentes Agrupamentos e estruturas escutistas.
A celebração foi presidida por Dom Belmiro Chissengueti, Bispo de Cabinda e Presidente da Comissão Episcopal da CEAST para a Juventude, Vocações, Pastoral Universitária e Escutismo, que aproveitou a homilia para recordar que o “Escutismo não se limita à farda, ao acampamento ou às actividades de campo.“
Para o prelado, a formação escutista deve acompanhar a pessoa em todas as dimensões da vida — incluindo aquilo que se aprende e pratica dentro da própria família. “O Escutismo começa desde o acordar até ao dormir e até durante o sono”, resumiu.
Servir começa nas pequenas coisas
Dom Belmiro dirigiu particularmente a sua reflexão aos rapazes e homens, questionando se um Dirigente ou jovem escuteiro sabe realizar tarefas simples como lavar a louça, cozinhar ou arrumar a própria casa. A mensagem foi colocada no contexto da preparação para a vida adulta e familiar: “quem não aprende a organizar a própria vida enquanto jovem, nunca será um marido a organizar a sua casa”, advertiu.
Apresentou o próprio exemplo, afirmando que a responsabilidade eclesial que exerce não o dispensa de cuidar das tarefas do dia-a-dia. Recordou que, naquele mesmo dia, tinha arrumado a própria cama e o quarto e, na véspera, lavado a louça utilizada durante a refeição. Com algum humor, acrescentou que “ninguém perde “mãos ou braços” por trabalhar em casa“. Chamou a atenção dos escuteiros para a necessidade de combater a ideia de que as responsabilidades domésticas pertencem exclusivamente às mulheres.
A reflexão procurou, assim, colocar o serviço no centro da educação escutista: “servir não apenas nas grandes actividades ou quando se veste o uniforme, mas também na família, na comunidade e nas pequenas responsabilidades quotidianas.“
“Um espaço para manifestarmos a nossa fé”

O Coordenador Diocesano dos Escuteiros Católicos em Cabinda, Chefe Manuel Franque, destacou precisamente o valor desta dinâmica mensal. Segundo explicou, estas missas mensais escutistas revestem-se de grande importância, porque, além de serem uma manifestação da fé e do cumprimento dos mandamentos, “permitem congregar no mesmo espaço todos os escuteiros da Diocese” — numa autêntica demonstração do amor fraterno que os une.
A missa torna-se, deste modo, simultaneamente um acto de fé, um espaço de formação e um momento de fortalecimento da fraternidade entre Agrupamentos. A experiência de Cabinda mostra também como a dimensão pastoral pode integrar-se naturalmente no programa escutista: os jovens aprendem a servir na liturgia, a rezar juntos, a reconhecer-se como parte da Igreja e a transportar para a vida quotidiana aquilo que celebram.
Fé, família e serviço
A mensagem deixada por Dom Belmiro durante a celebração liga três dimensões fundamentais da formação do jovem: a fé, a família e o serviço. Aprender a servir dentro de casa, assumir responsabilidades, respeitar o outro e colaborar na vida familiar são apresentados como parte do mesmo caminho educativo que leva o escuteiro a servir depois na comunidade, na Igreja e na sociedade.
É uma visão que recorda que a educação escutista não termina quando a actividade acaba, nem quando o uniforme é guardado. O Escutismo continua em casa, na escola, na Igreja e em cada gesto de responsabilidade e serviço.
O Escutismo também se vive na Igreja
A celebração mensal em Cabinda reafirma igualmente a dimensão espiritual do Escutismo Católico. Os escuteiros participam activamente na animação litúrgica, ajudando a preparar e viver uma celebração que se torna também momento de encontro de toda a família escutista da Diocese.
Para a AECA, esta presença traduz uma realidade essencial: o escuteiro católico não existe apenas para o campo, para os jogos, marchas e actividades ao ar livre. É também chamado a servir na Igreja e a viver conscientemente a sua fé. É neste sentido que Dom Belmiro tem incentivado a realização regular de celebrações animadas pelos próprios escuteiros, de modo que cada Diocese possa reservar, ao longo do mês, um momento em que o Movimento se reúna de forma particularmente visível em torno da Eucaristia.
Sempre Alerta para Servir!
AECA — Muito mais do que se vê.



