
A Coordenação Nacional dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) realizou, nesta Quinta-feira, 15 de Janeiro, uma reunião de trabalho, via Googlemeet, com as Coordenações Diocesanas, dedicada ao balanço da Profissão de Fé (realizada no fim de Dezembro de 2025 , bem como o ponto de situação sobre a abertura do Ano Escutista nas várias dioceses.
Foi um encontro directo, prático e com espírito de família escutista: cada diocese apresentou os seus números, partilhou experiências, apontou dificuldades e confirmou o essencial — o movimento está a caminhar, com fé, organização e vontade de fazer melhor.
PROFISSÃO DE FÉ: números, alegria e responsabilidade
Em várias dioceses, as celebrações decorreram com ambiente de comunhão, animação escutista e forte presença das comunidades paroquiais. Houve dioceses que realizaram a Profissão de Fé em datas diferentes, ajustando-se às agendas pastorais e à realidade local — o que a Coordenação Nacional reconheceu como natural, desde que se mantenham os critérios definidos.
Destaques partilhados
- Cabinda apresentou dados concretos: entre 23 dirigentes (incluindo dirigentes e assistentes), 9 assistentes participaram no acto de fé. Quanto à abertura do ano escutista na diocese, por ajustes internos, ficou reagendada para 25 de Janeiro, num momento que envolverá também os caminheiros na festividade de São Paulo, antes da grande celebração na Catedral.
- Luanda realizou a Profissão de Fé a 27 de Dezembro de 2025, com 111 dirigentes e assistentes, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima (Agrupamento n.º 1). A abertura do ano escutista, presidida por Dom Filomeno Vieira Dias, contou com mais de dois mil escuteiros, incluindo uma tarde recreativa.
- Menongue partilhou números expressivos: 4 assistentes e 23 dirigentes na Profissão de Fé, com presença de todos os agrupamentos. A abertura do ano escutista decorreu a 11 de Janeiro, num gesto marcante: a celebração aconteceu nos Serviços Penitenciários, sinal claro de que o escutismo católico também é presença, missão e esperança.
- Luena registou 32 membros na Profissão de Fé, mas relatou menor participação na abertura do ano escutista por razões climáticas (chuva intensa) e por um momento familiar difícil vivido pelo assistente diocesano.
- Benguela, Ndalatando, Ganda, Dundo, Bié, Namibe, Saurimo, Ondjiva, entre outras, apresentaram balanços positivos, com números variados, realçando desafios comuns: distâncias entre agrupamentos, logística, controlo de participação e a necessidade de reforçar a organização local.
CRITÉRIOS CLAROS: fé, sacramentos e vida em comunhão
Um dos pontos mais sublinhados pela Coordenação Nacional foi a necessidade de manter o rigor no processo. A Profissão de Fé e a troca de lenço são assumidas como um sinal público de comunhão com a Igreja, e por isso há critérios que devem ser respeitados com seriedade:
Entre os critérios definidos, destacam-se a vida sacramental (frequência dos sacramentos e percurso de iniciação cristã) e a regularidade da vida pessoal e conjugal, em conformidade com as orientações da Igreja. Tudo isto deve caminhar sem rigidez fria, mas também sem facilitismos, garantindo sempre o acompanhamento pastoral pelos assistentes dos agrupamentos, com discernimento, proximidade e sentido de misericórdia.
Para garantir um caminho justo e humano, ficou reafirmado que o lenço antigo e o novo lenço irão coabitar por dois anos, permitindo que muitos dirigentes façam, com tempo e acompanhamento, o percurso de regularização necessário.
O Coordenador Nacional, Gilberto Lopes apelou ainda ao fim de favoritismos, amiguismos e facilitismos, lembrando que este é um tempo de edificação séria: “não pode estar na lista quem ainda não tem as condições para professar”, disse.
ABERTURA DO ANO ESCUTISTA: cada diocese com a sua realidade, mas com o mesmo rumo

No que toca à abertura do Ano Escutista 2026, algumas dioceses já realizaram a celebração, outras agendaram para datas próximas, e houve também casos em que se optou por aberturas por agrupamento ou por zonas, devido às distâncias.
A orientação final foi equilibrada: cada diocese tem liberdade de gestão, desde que informe a Coordenação Nacional do critério adoptado e mantenha o espírito de comunhão e os princípios definidos.
PRÓXIMOS PASSOS: preparar a próxima fase
No fecho do encontro, a Coordenação Nacional anunciou que se avizinha a preparação da nova fase de Profissão de Fé, envolvendo milhares de dirigentes. Foi pedido às dioceses que iniciem desde já o trabalho de base:
- listas organizadas, com nomes e situação sacramental;
- recolha de dados com rigor;
- articulação estreita com os assistentes eclesiásticos;
- clareza, serenidade e disciplina no processo.
AECA — Escuteiros Católicos de Angola
Em comunhão com a Igreja. Em formação com seriedade. Em marcha com esperança.Por Alexandre Cose | Leão Manso
Sempre Alerta para Servir.


