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APRENDER A COMUNICAR A IGREJA –  UMA MISSÃO DE VERDADE, SERVIÇO E COMUNHÃO

Escuteiros Católicos de Angola exercendo funções de comunicadores, são chamados a comunicar com responsabilidade na preparação para a visita do Santo Padre

Alexandre Cose | Leão Manso

Imagens – AECA COMUNICAÇÃO

No quadro da preparação para a visita de Sua Santidade o Papa Leão XIV a Angola, os participantes da formação dirigida a jornalistas e comunicadores, entre os quais, alguns escuteiros, realizada no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), foram convidados a reflectir sobre uma dimensão essencial do serviço à Igreja: a forma como comunicamos a fé, a verdade e a vida da comunidade cristã.

A reflexão foi orientada pelo Padre Queirós Figueira, do clero diocesano de Viana, que sublinhou que comunicar a Igreja não é apenas transmitir informações, mas constitui, antes de tudo, um serviço exigente à verdade, ao bem comum e à dignidade da pessoa humana.

A Igreja é uma comunidade viva

Um dos ensinamentos centrais desta formação foi a compreensão de que a Igreja não se reduz a uma estrutura ou a um conjunto de instituições.

A Igreja é:

  • o povo de Deus
  • todos os baptizados
  • uma comunidade viva que caminha unida na fé

Para os Escuteiros Católicos de Angola, esta verdade tem um significado profundo:
cada escuteiro é parte integrante da Igreja e é chamado a ser testemunha activa da sua missão no mundo.

Comunicar é criar comunhão

O Padre Queirós Figueira recordou que a palavra “comunicar” está intimamente ligada à ideia de comunhão.

Comunicar significa:

  • unir
  • aproximar
  • construir pontes
  • promover a paz e o entendimento

Por isso, cada escuteiro deve interrogar-se:

Aquilo que eu digo, partilho ou divulgo contribui para a união ou para a divisão?

O compromisso com a verdade

Num tempo marcado pela circulação de informações falsas, pelo sensacionalismo e pela pressa em comunicar, o comunicador cristão é chamado a distinguir-se pelo seu compromisso com a verdade.

Isto implica:

  • verificar os factos com rigor
  • evitar julgamentos precipitados
  • recusar a distorção da realidade

Para o escuteiro, este compromisso está em plena sintonia com a sua identidade:
ser verdadeiro, leal e digno de confiança.

Aprender a escutar antes de falar

A formação destacou igualmente a importância da escuta e da compreensão.

Antes de comunicar, é necessário:

  • observar com atenção
  • escutar com humildade
  • procurar compreender em profundidade

A realidade da Igreja é rica e complexa. Por isso, não deve ser reduzida a leituras superficiais ou simplificadas.

Um escuteiro comunica bem quando procura, antes de tudo, compreender a verdade dos factos.

Respeitar o sagrado

Ao abordar temas ligados à Igreja, é fundamental reconhecer a existência de uma dimensão sagrada.

Existem:

  • espaços que exigem respeito
  • momentos que pedem silêncio
  • realidades que não podem ser tratadas como espectáculo

A celebração eucarística, por exemplo, é um mistério de fé e não um evento comum.

Assim, comunicar a Igreja exige:

  • sentido de reverência
  • respeito pelo sagrado
  • consciência espiritual

Comunicar o bem, o belo e a esperança

Um dos apelos mais fortes desta reflexão foi o convite a comunicar também aquilo que é bom, belo e verdadeiro.

Num mundo onde frequentemente se privilegia o negativo, a Igreja continua a ser fonte de:

  • caridade
  • serviço
  • transformação de vidas
  • esperança

Os escuteiros são chamados a:

  • partilhar testemunhos que edificam
  • dar visibilidade ao bem
  • ser portadores de esperança

Uma missão também para os escuteiros

Esta formação não se dirige apenas aos jornalistas profissionais. Ela interpela todos aqueles que comunicam — e, hoje, todos comunicamos.

No quotidiano, os escuteiros comunicam:

  • nas redes sociais
  • nas suas comunidades
  • nas relações humanas

Por isso, cada escuteiro deve assumir também esta missão:

comunicar com verdade
respeitar o outro
promover a paz
servir o bem comum

Preparar o coração para a visita do Santo Padre

A visita do Santo Padre a Angola será um momento histórico de grande significado espiritual e nacional.

Mais do que um acontecimento, será:

  • um tempo de graça
  • um apelo à reconciliação
  • um convite à esperança

Os Escuteiros Católicos de Angola são chamados a preparar-se com espírito de missão:

comunicando com responsabilidade
vivendo com autenticidade
servindo com alegria

Conclusão

Comunicar a Igreja é uma missão exigente, mas profundamente bela.

É um serviço que pede:

  • verdade
  • responsabilidade
  • amor ao próximo

E para o escuteiro, é mais uma forma concreta de viver o seu lema:

“Sempre Alerta para Servir” — também na forma como comunica.

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Qual é a missão principal da AECA?

A missão da AECA é formar bons cristãos empenhados e comprometidos com a fé católica, promovendo mudanças significativas nas suas comunidades e promovendo a doutrina, pedagogia da fé e espiritualidade.

Podem participar adultos responsáveis, jovens e crianças integrados nas paróquias, comunidades ou missões da Igreja Católica sob a responsabilidade da CEAST, obedecendo as regras de idade e critérios específicos de cada unidade.

A sede da AECA está situada na província de Luanda, Município do Sambizanga, na Rua Comandante Bula, n.º 118, com vigência indeterminada.

A organização inclui órgãos centrais como o Encontro Nacional dos ECA (ENECA), Coordenação Nacional dos ECA (CNECA), Conselho Fiscal, Conselho de Ética, além de órgãos locais como as Coordenações Diocesanas, Vigararias e Agrupamentos.

As actividades devem seguir regulamentos específicos, começando e terminando na sede ou local autorizado, com autorização prévia, respeitando regras de segurança, uniformização e princípios de vivência cristã, mediante um termo de referência elaborado e aprovado pela organização.

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