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ADRO 2026: UMA MISSÃO CUMPRIDA, UM LEGADO EM MOVIMENTO

O ADRO 2026 afirmou-se como um marco formativo do Escutismo Católico em Angola, reunindo mais de 500 jovens de todo o país e consolidando uma experiência educativa que continua a produzir impacto nas comunidades mesmo após o encerramento da actividade. Em balanço feito pela Coordenadora Nacional do ADRO 2026, Chefe Arieth Van-Dúnem (Chefe Vária), o encontro superou os objectivos previstos, reforçou a preparação da juventude escutista e deixou bases organizativas que já inspiram os próximos desafios nacionais do movimento, incluindo a mobilização para a visita de Sua Santidade Papa Leão XIV a Angola.

Por: Alexandre Cose | Leão Manso

FOTO: AECA

O ADRO 2026 terminou oficialmente, mas permanece vivo na memória e no coração de todos os que o viveram. Para a Coordenadora Nacional do evento, Chefe Arieth Van-Dúnem (Chefe Vária), o sentimento é claro: nostalgia e gratidão.

“Graças a Deus conseguimos atingir os objectivos que estavam previstos”, afirma, recordando que o projecto foi desenhado com rigor, detalhe e propósito educativo bem definido. A emoção demonstrada na celebração de encerramento — que marcou profundamente todos os presentes — foi o reflexo de um processo exigente, mas plenamente realizado.

Objectivos atingidos e meta superada

O ADRO previa reunir 500 jovens. O resultado final foi superior ao esperado: 504 delegados participaram activamente, confirmando não apenas o cumprimento da meta numérica, mas também a concretização integral do programa educativo estruturado para a actividade.

Para a Chefe Vária, o mais importante não foi apenas o número alcançado, mas o impacto gerado nos jovens:

“Temos feito acompanhamento contínuo dos participantes, para que aquilo que foi vivido no ADRO seja replicado nas comunidades.”

O evento não foi concebido como um momento isolado, mas como uma experiência transformadora com continuidade formativa.

Desafios superados

Como em qualquer grande empreendimento, o início foi marcado por dificuldades. A organização enfrentou desafios logísticos e estruturais, próprios de uma actividade de dimensão nacional. No entanto, o planeamento detalhado, o trabalho em equipa e o compromisso dos dirigentes permitiram ultrapassar as limitações.

A emoção do balanço final simbolizou mais do que alívio — foi o reconhecimento de um sonho concretizado com sacrifício e dedicação.

Periodicidade e próximas edições

Inicialmente pensado como evento bianual, o calendário foi ajustado à agenda estratégica da associação. Assim:

  • 2.ª edição: 5 a 8 de Fevereiro de 2027 (mesmo local, para 500 jovens)
  • 3.ª edição: prevista para 2029
  • Em 2028, o foco será o Encontro no Amo e o Acampamento Nacional.

Esta definição demonstra maturidade organizacional e visão estratégica de médio prazo.

Juventude protagonista: uma decisão simbólica

Um dos momentos marcantes do ADRO foi o concurso que incentivou a aproximação entre participantes, através da recolha de assinaturas. Cinco jovens foram apurados, dois dos quais seleccionados para o Rover Moot.

Dada a limitação financeira para levar todos ao certame internacional, a Coordenação Nacional decidiu que os cinco finalistas terão lugar de destaque na linha da frente durante a visita do Santo Padre — dois na Muxima e um em Saurimo, mediante articulação já concluída com as estruturas locais.

A decisão reforça o princípio de valorização do mérito e do protagonismo juvenil.

Preparação internacional: Rover Moot

Os dois representantes angolanos estão actualmente em fase de regularização documental. O acompanhamento é directo e permanente por parte da Coordenação Nacional.

Apesar das limitações financeiras e do curto prazo de preparação, a expectativa é enviar uma equipa representativa. A Chefe Vária sublinha que o Rover Moot é, sobretudo, um espaço de convivência intercultural:

“Angola é sempre destaque pela sua cultura. Vamos apelar aos nossos jovens para representarem bem o país — a nossa dança, os nossos alimentos, os nossos valores.”

ADRO COMO ESCOLA DE ORGANIZAÇÃO

Questionada sobre a mobilização de 8.000 escuteiros para a visita papal, a Coordenadora é clara: é possível.

O segredo? Organização, planeamento minucioso e redução da margem de erro. O modelo organizativo testado no ADRO — divisão por equipas, apoio psicológico, acompanhamento espiritual e gestão estratégica — será replicado e ampliado.

Um legado que continua

O ADRO 2026 não foi apenas um evento. Foi um laboratório de liderança, um espaço de crescimento juvenil e uma prova de capacidade organizacional.

Mais do que terminar, o ADRO iniciou um ciclo.

E como afirma a Chefe Vária, o essencial agora é garantir que cada jovem leve para a sua comunidade aquilo que aprendeu: espírito de serviço, maturidade, responsabilidade e compromisso.

Porque o verdadeiro êxito do ADRO não está nos quatro dias vividos, mas no que cada participante fará a partir deles.

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