A cinco dias do ADRO 2026, tudo começa a ganhar forma no terreno.
Alimentação assegurada, equipas mobilizadas e uma logística testada em grandes encontros nacionais confirmam que está tudo preparado para acolher, em Luanda, mais de 500 caminheiros, dirigentes e assistentes num encontro que promete marcar a história do escutismo católico em Angola.

Luanda, 8 Fevereiro de 2026 – A 5 dias do arranque do ADRO 2026, o maior encontro nacional dos caminheiros do escutismo católico em Angola, a logística do evento está praticamente garantida. A confirmação vem de Jacinta Jandira Van-Dúnem Kavunga Ekumba, mais conhecida por Chefe Jandira Chefe Jandira, responsável pela Comissão de Logística, no final da última reunião de balanço realizada este Sábado, no Colégio São José de Cluny, no Kinaxixe, local que vai acolher mais de 500 participantes a partir de 13 de Fevereiro.
Sem rodeios, a chefe Jandira foi clara:
“Está tudo garantido. Se falta alguma coisa, é o mínimo.”
A responsável explicou que a alimentação está totalmente assegurada, com uma empresa já contratada, garantindo pequeno-almoço, almoço, jantar e lanches ao longo do evento. Houve, no entanto, ajustes recentes no programa, devido à introdução da Missa de Abertura, o que implicou a reformulação de horários.
“Os horários foram alterados agora na reunião. Preciso ainda de acertar com a chefia de área, mas está tudo a postos. Os jovens não vão demorar muito tempo nas refeições, porque as actividades são intensas.”
Os horários finais serão comunicados em articulação com a coordenação geral, garantindo fluidez entre alimentação, formações e momentos espirituais.
DEZ POSTOS, DIRIGENTES DEDICADOS E EXPERIÊNCIA COMPROVADA
A Comissão de Logística é liderada pela Chefe Jandira, com o apoio directo da Chefe Vicência, da Diocese de Viana. Para o funcionamento no terreno, estão previstos dez postos de serviço, assegurados por dez dirigentes, que vão trabalhar directamente com a empresa de catering para servir os participantes.
Apesar do número elevado de participantes, a chefe afasta qualquer dramatismo:
“Não digo que seja fácil, mas é um desafio que não nos vai custar assim tanto. Temos experiência.”
Essa experiência vem de longe:
- Acampamentos com mais de 500 jovens
- Grandes encontros escutistas
- Eventos de dimensão nacional, como o ACAPAPA, aquando da visita do Papa Bento XVI, com mais de dois mil jovens
“Ali foi mesmo dramático. Mas sozinho ninguém consegue. Em conjunto, tudo fica mais fácil.”
GESTÃO HUMANA, CALMA E ORAÇÃO

Mais do que números e refeições, a chefe Jandira sublinha o lado humano da logística. Para ela, lidar com jovens exige serenidade:
“Um jovem que chega stressado tem de encontrar calma. Se encontra calma, ele próprio vai-se acalmar.”
E deixa claro qual é o verdadeiro ponto de partida do trabalho:
“Antes mesmo de começar a trabalhar, temos de orar. Nem sempre é fácil, é sofrido, mas quando a nossa força termina, começa a de Deus.”
SERVIÇO VIVIDO COM FÉ E OBEDIÊNCIA
A chefe Jandira entra oficialmente no ADRO Sexta-feira, às 8h da manhã, para só sair no dia 16, à hora que Deus quiser, como ela própria diz, com humor e realismo. Em casa, tudo está preparado — o ADRO vem sendo construído desde o ano passado.
Sobre o percurso da Associação e as mudanças recentes, a chefe foi firme e serena. Católica antes de ser escuteira, não teve dúvidas no caminho a seguir:
“Antes de ser escuteira, eu já era católica. Aquilo que o meu pastor disser, é aquilo que eu vou fazer.”
Um testemunho simples, mas forte, de fé, obediência e serviço, valores que atravessam o espírito do ADRO.
Por Alexandre Cose | Leão Manso


