
No encerramento do ADRO 2026, o Chefe Ernani Morguier deixou um apelo claro e directo aos caminheiros e dirigentes: o verdadeiro desafio começa agora — regressar às dioceses para consolidar a espiritualidade vivida, fortalecer a organização local e transformar a experiência do encontro em compromisso permanente de fé e serviço.
Num discurso marcado por emoção e responsabilidade institucional, o Coordenador Nacional Adjunto sublinhou que a missão passa pela continuidade formativa, pelo reforço da unidade escutista, pela mobilização das dioceses para futuras edições do ADRO e pela consolidação de uma cultura de corresponsabilidade que sustente o crescimento espiritual e organizativo da AECA em todo o país.
Texto: Alexandre Cose | Leão Manso
Luanda, 16 de Fevereiro de 2026 – O ADRO 2026 encerrou oficialmente nesta Segunda-Feira, com uma Missa de Envio e as considerações finais apresentadas pelo Chefe Ernani Morguier, Coordenador Nacional Adjunto da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA), num momento marcado por forte emoção, gratidão e profundo sentido de missão.
Falando em nome da Coordenação Nacional e evocando igualmente o Assistente Nacional, Dom Belmiro Cuica Chissengueti, bem como os Chefes Gilberto Lopes – ausentes por imperativos institucionais –, o Chefe Ernani Morguier sublinhou que o ADRO não termina como simples actividade, mas como “uma verdadeira experiência de fé, serviço e fraternidade”.
Um encontro que ultrapassou o espaço físico
“Hoje encerramos o ADRO 2026. Não apenas como uma actividade, mas como uma verdadeira experiência de fé”, afirmou.
Na sua intervenção, explicou que o ADRO não é apenas o espaço físico à volta da igreja, mas simboliza o encontro escolhido, o lugar da escuta, da partilha e do envio. Durante vários dias, cerca de 500 caminheiros, dirigentes e assistentes espirituais viveram intensamente momentos de oração, formação, fraternidade e superação.
Inspirados pela Virgem Maria, os participantes foram desafiados a dizer “sim” com coragem – escutar, confiar e servir com responsabilidade e espírito de equipa.
O fim do encontro é o início da missão
O Chefe Ernani deixou claro que o encerramento marca, na verdade, o início de uma nova etapa:
“O ADRO 2026 termina, mas a missão continua.”
Cada participante regressa agora às suas dioceses, paróquias e famílias como sinal vivo da experiência vivida: fé mais firme, coração mais disponível, espírito mais forte e ideal escutista renovado.
O apelo foi direto: ser luz do mundo, construir pontes, promover a paz e viver o Evangelho com autenticidade no quotidiano.
Reconhecimento a quem tornou o ADRO possível
Num dos momentos mais emocionantes da cerimónia, o Coordenador Nacional Adjunto agradeceu nominalmente aos membros das comissões de trabalho, aos embaixadores diocesanos, à equipa organizadora e aos inúmeros voluntários que tornaram possível a realização do encontro.
Destacou-se o reconhecimento público à Chefe Ariete (Chefe Vária), cuja visão e dedicação deram forma concreta ao projecto inicialmente concebido como simples ideia. O agradecimento estendeu-se também às delegações diocesanas, chamadas uma a uma para receber uma salva de palmas da assembleia.
Foram mencionadas dioceses de todo o país — de Cabinda ao Namibe, do Uíge ao Lubango, do Dundo ao Menongue, de Luanda a Viana, entre outras — num gesto simbólico de unidade nacional.
“Dirigentes, a vossa força é a nossa força”, sublinhou.
Hospitalidade e espírito de comunhão
Foi igualmente reconhecido o apoio das Irmãs do Colégio São José de Cluny, que acolheram o ADRO nas suas instalações, abrindo as portas da sua casa e garantindo as condições logísticas necessárias para o sucesso da actividade.
O ambiente foi marcado por abraços, lágrimas e gratidão – sinais de que o ADRO tocou profundamente os participantes.
Próxima edição: candidatura aberta às dioceses
No encerramento, foi lançada uma mensagem estratégica para o futuro: a próxima edição do ADRO deverá realizar-se noutra diocese, promovendo a descentralização e o fortalecimento da dimensão nacional do movimento.
As dioceses são convidadas a apresentar candidatura para acolher o próximo ADRO, reforçando assim o espírito de corresponsabilidade e comunhão que caracteriza a AECA.
O ADRO 2026 fica na memória como um marco espiritual e organizativo da vida escutista católica em Angola. Não apenas pelo número de participantes, mas pela maturidade demonstrada, pela unidade fortalecida e pelo compromisso renovado.
O envio foi claro: o que começou no ADRO deve continuar nas patrulhas, nas paróquias e nas dioceses.
Sempre Alerta para Servir. ⚜️


