
A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola (AECA) apresentou, na véspera do Ano Novo de 2026, os dados oficiais do Censo Nacional dos Escuteiros Católicos de Angola, com referência a 31 de Dezembro de 2025, num momento marcado pela reflexão, gratidão e renovação do compromisso com a Igreja e com a missão de escuteiros valentes.
A apresentação foi feita por Dom Belmiro Tchissengueti, Bispo de Cabinda e Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Juvenil, Universitária, Escutismo e Vocações, no contexto da celebração do Natal Escutista. O prelado sublinhou, na ocasião, o significado pastoral e histórico destes números para a Igreja Católica em Angola.
Um retrato nacional do Escutismo Católico
De acordo com o Censo, o Escutismo Católico em Angola conta actualmente com 43.463 escuteiros, distribuídos por 21 províncias, 326 municípios e 378 comunas, o que reflecte uma presença sólida e estruturada em todo o território nacional.
A rede escutista católica em Angola está implantada em 342 paróquias, 81 centros e 31 missões, perfazendo um total de 454 unidades escutistas, em estreita comunhão com as dioceses, as paróquias e a pastoral da Igreja.
Crianças, jovens e adultos em caminho

Os dados revelam um movimento jovem, dinâmico e intergeracional. Nas secções de base — Lobitos, Exploradores Juniores e Seniores — encontram-se 31.617 crianças e adolescentes, sinal claro de vitalidade e continuidade.
A secção dos Caminheiros integra 7.023 jovens, homens e mulheres, enquanto o corpo de Adultos e Dirigentes soma 4.668 membros, garantindo a sustentação educativa, pastoral e organizativa do movimento.
No plano global, o Escutismo Católico em Angola apresenta uma distribuição equilibrada entre géneros:
23.098 escuteiros do sexo masculino e 20.365 do sexo feminino, num total de 43.463.
76% de permanência: um sinal de fidelidade e identidade
Comparando com o efectivo nacional de 57.197 escuteiros em 2024, o Censo de 2025 indica que a Igreja Católica em Angola manteve 76% do seu efectivo escutista, num período marcado por profundas decisões institucionais e eclesiais.
Na sua mensagem, Dom Belmiro Tchissengueti sublinhou que este resultado representa um balanço positivo e encorajador, destacando a fidelidade dos escuteiros que permaneceram na Igreja e o empenho das estruturas nacionais e diocesanas:
“Com este número de 43.463escuteiros católicos, a Igreja manteve 76% do seu efectivo dentro das suas hostes. Isto é sinal de que a identidade católica dentro do escutismo está firme.”
O Bispo expressou ainda um agradecimento particular à Coordenação Nacional da AECA, às Coordenações Diocesanas, aos assistentes espirituais, aos dirigentes, aos escuteiros e, de modo especial, aos Bispos de todas as dioceses, pelo acompanhamento pastoral e pela firmeza demonstrada neste tempo exigente.
Presença viva nas dioceses

O Censo evidencia uma forte implantação do Escutismo Católico em dioceses como a Arquidiocese de Luanda (6.402 escuteiros), a Diocese de Benguela (5.608), a Diocese de Viana (6.057) e a Arquidiocese do Huambo (3.534), entre muitas outras, confirmando o carácter verdadeiramente nacional do movimento.
Olhando para o futuro, Dom Belmiro Tchissengueti tranquilizou os escuteiros e as famílias, reafirmando que a AECA continuará a investir na consolidação da identidade católica do movimento e no seu crescimento organizado.
Entre os desafios e actividades previstas para 2026 destacam-se o ADRO, a Jornada Nacional da Juventude, o Encontro Nacional de Dirigentes e Assistentes Católicos, a abertura da Loja Escutista, a preparação para a Jornada Mundial da Juventude de Seul e os primeiros passos para o I Acampamento Nacional dos Escuteiros Católicos de Angola.
A uniformização nacional foi apontada como um dos grandes objectivos do ano, a par do reforço da formação, da organização e da influência positiva do escutismo na Igreja e na sociedade.
Escutismo: fé vivida e influência social

Concluindo a sua mensagem, o Bispo recordou que o escutismo católico é chamado a ser simultaneamente espaço de vivência da fé e alavanca de transformação social, acolhendo todos os jovens que desejem crescer em valores, serviço e responsabilidade.
O Censo Nacional de 2025 não é apenas um conjunto de números: é o retrato de um movimento vivo, resiliente e comprometido com a Igreja e com Angola.
Sempre Alerta para Servir. ⚜️
Por Alexandre Cose – Leão Manso


