
Vários Agrupamentos juntaram-se numa celebração em honra do santo que inspira os nossos Lobitos. Sob o lema “Alegria que une, amor que transforma”, Lobitos de vários Agrupamentos da Diocese encheram a Casa do Pessoal do Porto do Lobito e desfilaram pelas ruas da cidade.
Benguela fez festa! Neste Domingo, 4 de Outubro, dia dedicado a São Francisco de Assis, padroeiro dos Lobitos, a Coordenação Diocesana dos Escuteiros Católicos de Benguela deu início às Jornadas de São Francisco de Assis/2026, na Casa do Pessoal do Porto do Lobito. Estiveram presentes 865 Lobitos dos diferentes Agrupamentos da Diocese, acompanhados por 97 Dirigentes.
A missa foi presidida pelo Padre Raimundo Quintas Alberto, Assistente Diocesano. Entre os presentes estiveram o Coordenador Diocesano, Chefe Sidónio Sinde, o Administrador Municipal do Lobito, Carlos Pacatolo, outros membros da Administração Municipal e integrantes da Coordenação Diocesana. A participação escutista foi de tal dimensão que o espaço se revelou pequeno para acolher todos: agrupamentos lado a lado, reunidos num ambiente de unidade, fé e renovado compromisso com a missão escutista.
Os participantes consideraram a celebração oportuna e esclarecedora: ajudou a compreender melhor o actual contexto e a reflectir sobre os desafios que os Agrupamentos Católicos vivem. Ficou também sublinhada a necessidade de dinamizar o método e as dinâmicas que garantam a vitalidade dos Bandos, considerando que Lobitos cheios de vida precisam de Bandos cheios de vida!
Depois da Missa, os Lobitos saíram à rua. A marcha percorreu as artérias da cidade do Lobito, como sinal de apresentação dos nossos Lobitos à comunidade, entre fardas, lenços e muita alegria.
Quem foi São Francisco de Assis?

E porquê São Francisco? Vale a pena recordar. Francisco nasceu em Assis, Itália, por volta de 1181. Filho de um rico comerciante, deixou a vida de conforto para viver na simplicidade, ao serviço dos pobres, e fundou a família franciscana. Morreu a 3 de Outubro de 1226, e a Igreja celebra a sua memória a 4 de Outubro.
É o santo da alegria, da humildade e do amor a toda a criação, autor do célebre “Cântico das Criaturas” e padroeiro dos ecologistas. E quem é escuteiro reconhece-o logo: viver ao ar livre, cuidar da natureza e servir os outros com simplicidade, não é mesmo o nosso jeito de ser? Por isso o seu exemplo é proposto, de forma especial, aos nossos Lobitos, e o lema destas Jornadas diz bem o que ele nos ensina: alegria que une, amor que transforma.
Uma palavra do Coordenador Nacional
O Coordenador Nacional, Chefe Gilberto Gil Lopes, não escondeu o orgulho e felicitou a Coordenação Diocesana de Benguela pela celebração, que reuniu os Agrupamentos num momento de fé, fraternidade e compromisso escutista. Deixou uma saudação especial ao Padre Raimundo Quintas Alberto e a todos os Dirigentes e escuteiros que tornaram possível este encontro.
“Que o exemplo de São Francisco de Assis inspire os nossos Lobitos“, desejou o Chefe Gilberto, pedindo ainda que fortaleça nos Dirigentes a dedicação à missão de educar e servir. E que estas Jornadas, acrescentou, deem muitos frutos, com Bandos mais dinâmicos e Agrupamentos cada vez mais unidos e participativos.
Curiosidades sobre os Lobitos

Os Lobitos são a segunda Secção do Escutismo Católico em Angola e reúnem crianças dos 6 aos 10 anos. A sua unidade chama-se Alcateia e organiza-se em Bandos. O padroeiro dos Lobitos é São Francisco de Assis, amigo dos animais e da natureza, e os seus símbolos são o Mowgli e a cabeça de lobo. A actividade típica é a caçada, o local de reunião chama-se Covil e a divisa é “Da melhor vontade”.
A Lei do Lobito diz que o Lobito escuta Akela e não se escuta a si próprio. Entre as suas máximas destacam-se: o Lobito pensa primeiro nos outros, sabe ver e ouvir, é asseado, é verdadeiro e é alegre.
A saudação do Lobito faz-se com os dedos indicador e médio em riste, o anelar e o mínimo dobrados sobre a palma da mão e o polegar por cima de ambos. Representa as orelhas de um lobo. Os Lobitos saúdam sempre em sinal de respeito quando se hasteia a bandeira nacional, perante as entidades oficiais e sempre que se entoa o Hino Nacional, o Hino da AECA ou o Hino do Agrupamento. Saúdam-se também uns aos outros com o cumprimento escutista: o primeiro a ver o outro é quem saúda, independentemente da categoria, do cargo ou da posição.
Sempre Alerta para Servir!
AECA — Muito mais do que se vê.
Autoria: Alexandre Cose | Leão Manso, com informação da Coordenação Diocesana de Benguela




