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AECA / WFIS – CRIAÇÃO DE AGRUPAMENTOS ESCUTISTAS NAS PARÓQUIAS

No âmbito da formação promovida pela Associação dos Escuteiros Católicos de Angola — AECA, em Luanda, dirigentes e assistentes acompanharam o módulo orientado pelo experiente formador nigeriano da World Federation of Independent Scouts — WFIS, Benjamin Olumuyiwa Adebowole, dedicado à organização de um efectivo escutista numa paróquia.

Durante a sessão, o formador partilhou passos práticos, orientações e recomendações importantes para ajudar as comunidades paroquiais a criarem agrupamentos fortes, bem organizados e fiéis ao método escutista.

A sessão teve um carácter prático e orientador, centrando-se nos procedimentos necessários para que os participantes, ao regressarem às suas dioceses e paróquias, possam criar, organizar e acompanhar a vida nos respectivos de forma segura, estruturada e integrada na vida da Igreja.

Logo no início da aula, o formador recordou que o objectivo da formação “não é apenas certificar líderes escutistas, mas prepará-los para a missão concreta de organizar grupos, acompanhar jovens e fortalecer o movimento escutista nas comunidades.” Segundo explicou, a certificação deve ser entendida como ponto de partida para o serviço.

Com base na sua experiência de mais de 15 anos à frente de um agrupamento, Benjamin Olumuyiwa Adebowole partilhou exemplos concretos do impacto duradouro do escutismo na vida dos jovens. Referiu que muitos dos antigos escuteiros que acompanhou tornaram-se médicos, engenheiros, advogados, gestores, motoristas e profissionais em várias áreas, demonstrando que o escutismo contribui para a formação integral das pessoas.

Um dos momentos mais marcantes da aula foi a partilha de uma experiência pessoal, em que o formador foi reconhecido, anos depois, por uma antiga escuteira, hoje gerente de um balcão bancário. O episódio serviu para mostrar que os frutos do escutismo podem surgir muitos anos depois, quando os jovens formados regressam como adultos responsáveis, agradecidos e disponíveis para ajudar.

Durante a exposição, Benjamin Olumuyiwa Adebowole destacou que o primeiro passo para organizar um agrupamento numa paróquia é reunir com o pároco e apresentar claramente o projecto escutista. O padre deve ser informado sobre os objectivos do movimento, as actividades previstas, a estrutura de acompanhamento dos jovens e os benefícios que o agrupamento pode trazer à comunidade paroquial.

O formador explicou que, em muitos contextos africanos, o escutismo está profundamente ligado à Igreja Católica e beneficia do apoio das paróquias. Por isso, um agrupamento paroquial deve actuar em sintonia com a vida pastoral da comunidade, colaborando nas missas, cerimónias, limpezas, procissões, actividades juvenis e demais serviços da igreja.

A aula deu especial atenção à relação com os pais. O formador insistiu na importância de informar as famílias, utilizar o quadro de anúncios da igreja e criar um formulário de inscrição assinado pelos pais ou encarregados de educação. Esse documento deve confirmar o consentimento para a participação dos filhos nas actividades escutistas.

A necessidade de documentação foi sublinhada com exemplos práticos. Benjamin Olumuyiwa Adebowole contou situações vividas em acampamentos, incluindo acidentes e emergências médicas, para demonstrar que os líderes escutistas devem estar protegidos e preparados. Os formulários devem incluir autorização dos pais, contactos de emergência, informações médicas, doenças crónicas, alergias, medicação necessária e dados sobre a localização das actividades.

A sessão abordou também a cerimónia de investidura, apresentada como momento essencial de entrada formal do jovem na vida escutista. A investidura permite confirmar publicamente o compromisso do escuteiro com a promessa, a lei e os valores do movimento. O formador lembrou que ele próprio foi investido em 1978, destacando a força simbólica e espiritual deste rito.

Benjamin Olumuyiwa Adebowole explicou ainda que a investidura pode ser uma oportunidade para envolver os pais, a paróquia e a comunidade, podendo servir também para angariar fundos destinados ao agrupamento. Os recursos obtidos devem ser usados em benefício das actividades escutistas, aquisição de materiais, uniformes, equipamentos e apoio logístico.

Ao longo da aula, o formador reforçou que um agrupamento paroquial não deve limitar-se a pedir apoio à igreja. Deve, antes de tudo, servir a paróquia. Os escuteiros podem apoiar a missa, colaborar no altar, ajudar nas cerimónias, participar nas actividades comunitárias e contribuir para a limpeza e organização dos espaços paroquiais.

Com este módulo, a formação da AECA reforçou que organizar um agrupamento de escuteiros exige responsabilidade, prudência, documentação, diálogo com a Igreja, envolvimento das famílias e verdadeiro espírito de serviço.

A sessão deixou uma mensagem essencial: um agrupamento bem organizado pode transformar a vida dos jovens, fortalecer a paróquia e tornar-se uma bênção para toda a comunidade.

Texto e imagem: Alexandre Cose | Leão Manso

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Qual é a missão principal da AECA?

A missão da AECA é formar bons cristãos empenhados e comprometidos com a fé católica, promovendo mudanças significativas nas suas comunidades e promovendo a doutrina, pedagogia da fé e espiritualidade.

Podem participar adultos responsáveis, jovens e crianças integrados nas paróquias, comunidades ou missões da Igreja Católica sob a responsabilidade da CEAST, obedecendo as regras de idade e critérios específicos de cada unidade.

A sede da AECA está situada na província de Luanda, Município do Sambizanga, na Rua Comandante Bula, n.º 118, com vigência indeterminada.

A organização inclui órgãos centrais como o Encontro Nacional dos ECA (ENECA), Coordenação Nacional dos ECA (CNECA), Conselho Fiscal, Conselho de Ética, além de órgãos locais como as Coordenações Diocesanas, Vigararias e Agrupamentos.

As actividades devem seguir regulamentos específicos, começando e terminando na sede ou local autorizado, com autorização prévia, respeitando regras de segurança, uniformização e princípios de vivência cristã, mediante um termo de referência elaborado e aprovado pela organização.

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